Aldeias de Penela e Condeixa unidas na segunda edição de “Há Festa nas Aldeias” – Notícias de Coimbra – NDC
Linha de Fuga promove a segunda edição de Há Festas nas Aldeias que regressa com alegria e com o propósito de reforçar a amizade e a boa vizinhança entre aldeias.
Ao longo de três dias, Bruscos e Alfafar recebem um programa artístico e comunitário que cruza criação contemporânea, participação local e celebração coletiva. O projeto afirma-se como um gesto de proximidade cultural, levando a arte ao território e ativando relações entre pessoas, memórias e lugares.
Este ano apresentam-se três estreias em Bruscos, desenvolvidas após períodos de residência e trabalho com a população local, a partir das suas histórias e experiências.
Após uma residência de criação, a Bela Associação apresenta As Periféricas, uma peça que reflete sobre a precariedade da vida artística e social, questionando as desigualdades entre centro e margem e propondo um espaço de encontro entre o humano, o mais-que-humano e o não-humano.
Cláudio Vidal e Maria Antónia Torres apresentam Liturgia de Regeneração, resultado de um processo de escuta da comunidade, explorando rituais (in)existentes e a possibilidade de reencontro com o mistério da vida quotidiana.
A Estrutura Baldia, com Manual para Pertencer, propõe uma caminhada performativa construída a partir de testemunhos recolhidos na aldeia, ativando memórias e imaginários de pertença.
Ainda em Bruscos e para famílias e público geral, Malu Patury propõe uma experiência participativa de dança e composição corporal em O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo, onde o gesto cria paisagens coletivas.
O programa estende-se também a Alfafar, onde o GEFAC dinamiza uma oficina de danças tradicionais seguida de um baile aberto a todas as pessoas, intercalado por um almoço-convívio performativo concebido por Carlota Lagido, que cruza alimentação e arte como espaço de encontro.
Num contexto em que a fragilidade dos transportes públicos continua a limitar o acesso à cultura, Há Festa nas Aldeias afirma a importância de levar a arte aos territórios periféricos, promovendo encontros, participação e partilha.
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