Sobre o perigo do marketplace e a bactéria da Rita – Observador

Sobre o perigo do marketplace e a bactéria da Rita – Observador



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Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de “Terapia de Casal”. O meu nome, como sempre, é Guilherme Fonseca, o vosso humilde servo do humorismo, e comigo está a minha querida esposa, a minha mulher, a minha mais que tudo, Rita da Nova, pessoa que está bronzeada por fora e bichada por dentro.

Olha, é a frase que vai estar na minha lápide.

Se isto não é uma boa apresentação, eu não sei o que é.

Bronzeada por fora e bichada por dentro. Tu também estás um bocadinho bichado.

Eu não estou bichado.

Estás ressacado.

Eu estou ressacado. Por quê? Porque o teu paizinho casou.

É verdade.

Eu fui ao casamento do meu sogro, que é uma frase que não-

Não se ouve vezes suficientes

…acho que não há muita gente a dizer. Fui ao casamento do meu sogro e bebi. Pronto, bebi. O que queres que eu te diga?

Olha, também uma pessoa vai ao casamento e é pra quê?

Exatamente. E meti lá uma de boraca pelo meio e ainda abanei o egga wegga.

Dançamos o esquema, que tu não dançaste, porque não sabes dançar o esquema. É muito engraçado que o Guilherme fica altamente desconfortável a tentar dançar o esquema.

Eu vou vos explicar uma coisa. Eu fui a uma aula de country line dance da Rita da Nova, da minha mulher, que já apresentei há mais ou menos um minuto e 14 segundos, e aprendi rapidamente todas as coreografias, os esquemas, todas as danças lá do country line dance. O esquema eu não consigo.

O que te faz confusão é o saltinho, não é?

É o saltinho com uma semi pirueta. Eu não consigo.

Não há pirueta.

Eu não consigo fazer o esquema.

Isto aqui vai ser um grande momento de podcast agora.

Sem dúvida nenhuma.

Isto são as perninhas, isto é o que estou a fazer com os dedos.

Para frente, para trás.

Um.

Para frente, para trás.

Dois, três e depois é só fazer isto.

É pé esquerdo para frente, rodar o corpo 180. Não é 180, é 90.

Tu estás assim, tá-tá, tá-tá, tá-tá, tá-tá, e depois o pé esquerdo fica no sítio e o direito, pumba.

É só isso?

É só isto.

Então talvez eu consiga fazer o esquema.

Faz lá. Vai.

Vou fazer o esquema.

Vai, Guilherme.

Vai relatando.

Vai. Perna pra frente, perna pra trás, perna pra frente, perna pra trás. Vês? É isso. É só isso. E depois viras pra um lado, viras pro outro lado, pra trás, pra frente e voltas a fazer.

Ok. Então é muito mais fácil do que eu achei que era.

Depois há pessoas que lhe dão aquele toquezinho de ombro, há quem dê o toquezinho de anca.

Pois, mas é que o esquema faz-me um bocado… Não sei.

Eu acho que o esquema é das coisas mais portuguesas que tu podes ter num casamento.

Mas será que é? Será que nos outros países não há um esquema?

Deve haver, mas das coisas mais portuguesas que podes ter num casamento é o esquema.

Porrada.

Porrada? Sim, também. Não sei se podes bem ter porrada.

É fazer amizade com o senhor da bebida. Isso é a coisa mais portuguesa de sempre.

Até porque, não ia falar disto, mas no outro dia o teu irmão e a Sara foram a um casamento britânico. Quando nós estávamos lá, ficamos com a Alice.

Estamos em época de casamentos. Acho que isto pode ser um bom tema para o nosso podcast.

E eu estava a dizer que o bar daquele casamento fechava às 22h30. A partir das 22h30 não bebes mais nos casamentos britânicos.

Imagina dizeres a um português, a um casamento em Portugal, imagina dizeres aos convidados: “Olhem, tudo bem, podemos ficar a dançar até a 01h, mas o bar aberto fecha às 22h30 da noite. Acabou”.

No caso do casamento onde eles foram, a Sara também estava a dizer que eles praticamente não dançavam.

Pois, não sei bem.

Só ficam a conversar e a ter conversas chatas sobre seguros.

Ya. As pessoas estão mais mortiças por dentro. Eu acho que as pessoas já não se divertem. Temos que puxar pelas pessoas.

Temos. Somos nós.

Somos nós que temos que puxar. A responsabilidade está do nosso lado agora.

Uma pergunta pra ti: como é que nós vamos conseguir puxar pelas pessoas se tu estás ressacado e eu estou cheia de sono?

Tu estás é bichada. Tu não queres falar dos teus bichesas.

Quero falar do meu bicho, não foi diagnosticado pelo médico oficial do “Terapia de Casal”, foi diagnosticado por outra médica.

Pois não. Também era esquisito nós começarmos a mandar-

Olá, estás bom?

…samples. Como é que se diz em português?

Amostras.

Amostrazinhas da nossa urina pro nosso médico oficial do “Terapia de Casal”.

Já deve ter visto tudo, não é?

Sim.

Então, aí mais ou menos em abril, eu comecei a ter umas dores de estômago de vez em quando.

Ok.

Olha, até sei quando é que tive a primeira.

Isto até agora, pelo tom, parecia aqueles anúncios que a RFM tem aqueles suplementos.

Sim.

Eu desde que tomo, não sei o quê.

Desde que tomo Calcitril, não sei. É o Calcitrin.

Mas eu tinha achado que tu estavas a fazer de propósito, a trocar o nome pra nós não termos problemas legais.

Olha, agora vamos ter. Em abril, no dia do concerto da Rosalía, foi a primeira vez.

Muito bem.

Acordei e tinha umas graves dores de estômago.

Sim, senhora.

Mesmo às vezes até incapacitantes. Passaram, passados dois ou três dias.

Passaram, passados dois ou três dias.

Passaram, passados dois ou três dias, elas passaram, as dores. E depois passado uma semana, tive outra vez, e passado duas semanas, tive outra vez, e quando estivemos na cabaninha no teu aniversário, tive outra vez, e quando fui a Amsterdã ver o Harry Styles, tive outra vez, e pensei: “Não, vou marcar uma consulta com a minha médica”.

É só quando estás com grandes celebridades internacionais. É a Rosalía, o Harry Styles, comigo na cabana. Isso só te acontece quando estás com grandes superestrelas.

Se calhar é alergia a superestrelas.

Ya.

E marquei então consulta com a minha médica, fiz análises, tenho um colesterol muito bom agora, está tudo incrível, maravilhoso. Vocês sabem que eu adoro uma boa análise. Mas de facto deu positivo para uma bactéria chamada H. pylori.

Ok.

H. pylori, segundo o que eu investiguei e segundo o que a minha médica me disse, é uma bactéria que até pode estar presente em muitas pessoas, mas normalmente é assintomática.

Ok. Desculpa, eu estou a rir, só que na minha cabeça eu apercebi-me que na doença é ao contrário dos concorrentes de “Casa dos Segredos”. Normalmente, os concorrentes de “Casa dos Segredos” é o João F. A doença é a H, e depois é que vem o nome.

Sim.

Desculpa, isto na minha cabeça está muito zicado.

E pronto, deu positiva a análise, tenho essa bactéria. Normalmente é assintomática, mas eu de facto até tenho sintomas e pode evoluir para coisas mais graves, tipo úlceras, cancros, etc. E então é preciso matar este bicho.

Muito bem. E como é que matas este bicho? Descobrimos recentemente.

Mata-se este bicho de uma forma muito chata, que é: durante 10 dias, eu tenho de tomar quatro comprimidos de oito em oito horas. Portanto, eu tenho de tomar comprimidos às 08:00, às 16:00 e à 00:00. Desculpa. Não, é à 00:00.

Tu vê lá o que é que andas a fazer.

E são quatro comprimidos gigantes, visto o tamanho.

Estás sempre a engolir. Tu engoles tanto agora. Tu estás sempre a engolir.

Isso foi absolutamente nojento.

Mas o que tu estás a fazer é engolir comprimidos.

E pronto, e agora ando com os meus comprimidinhos atrás. Ontem no casamento do meu pai, lá estava eu.

Eu tinha o plano secreto de te oferecer uma caixinha de medicamentos como as velhas têm, por dias da semana e por horas.

Sim.

Eu queria fazer isso. Eu acho que ainda te vou oferecer isso, porque tu tecnicamente, neste momento, precisas de uma caixinha dessas.

Mas segundo eu te conheço, tu vais mandar vir isso quando te lembrares e já o tratamento passou.

Pois, era para agora. Agora já não dá.

Pois. Tinhas o plano, mas a execução nunca tens.

Olha, sim. Eu penso e os outros executam.

Exatamente. Tens muitos planos e os outros executam. E pronto, estou toda bichada.

Estás bichada, mas isso afeta a tua vida na medida em que tu tens dores graves de estômago. Pode desenvolver para uma coisa mais grave como cancros, mas…

Mas eu estou bem.

Mas estás bem. E como é que se transmite? É salivas.

É salivas, vou-te cuspir para cima.

O que é que de repente eu posso ter por tua causa?

Vou-te cuspir para cima.

H. pylori.

Abre a boca que eu vou-te cuspir para dentro da boca.

Isto está a ficar esquisito. Nós não somos este tipo de podcast. Isso guardas para o teu OnlyFans.

Sim, a passar H. pylori às pessoas pelo OnlyFans. Mandar cuspo com H. pylori.

Fico com H. pylori de Rita Da Nova, autora conceituada. Será que alguém quer o teu H. pylori?

Se isso pagasse, faço já.

Cuspias em tubinhos e mandavas para as pessoas pagassem.

Vender cuecas não vendo, mas cuspir para frascos…

Por que não vendes cuecas?

Vender cuecas é um bocado estranho, mas cuspir para frascos, cuspo.

É?

Quem é que é meu cuspo?

Por quanto é que vendes? Também depende. É € 2? É € 50?

Não estou a par da tabela de preços habituais.

Pois, temos que perguntar ao nosso fetichista oficial. Cuspo é quanto? Porque água do banho eu sei que algumas streamers do OnlyFans e da Twitch vendem. Elas fazem um banhinho, estão lá dentro da água do banho, as pessoas estão a ver e depois ela enfrasca aquela água do banho e manda para as pessoas. O que é que as pessoas fazem com água do banho? É com cuecas eu ainda percebo o que é que as pessoas vão fazer.

Também posso dar água do banho, posso dar o que vocês quiserem.

Ok.

Menos cuecas.

Ok.

Cuecas não quero. Não fechamos as janelas, apercebi-me agora.

Depois não lamentem mal, as pessoas têm que perceber que o mundo está a acontecer lá fora e está muito interessante. Está bem, então puxa outro tema.

Não, tu é que tinhas um tema qualquer.

Vá, puxa.

Então, eu posso puxar.

Fala da sua cueca.

Não, não quero falar da sua cueca para já, quero falar de outra coisa.

É o quê?

Quero falar que Guilherme Fonseca comprou um telemóvel novo. E sempre que aparece um aparelho digital novo nesta casa, eu sinto-me a dar aulas ao meu avô.

Pois é. Tens toda a razão. Eu sou infoexcluído, eu não estou a par das tecnologias, eu estou perdido.

É muito difícil às vezes, porque às vezes tu vens ter comigo com perguntas muito básicas.

Por exemplo.

Não consigo dar um exemplo agora.

Ok. Quando se casa na saúde e na doença, também se devia casar na ignorância tecnológica.

Mas tu não és assim tão velho, Guilherme.

Eu não sou assim tão velho, nem sequer sou velho.

É isso, é que se isto fosse uma daquelas relações em que eu tinha a idade que tenho e tu tinhas tipo 50.

Ou 70.

Ou 60.

Eu era um velho muito rico.

Pronto, e eu ia lá com o nariz tapado. Pronto, ok. Agora, tu és um jovem.

Pois.

Tu és um jovem em muita coisa.

Pois, isto é uma intervenção agora.

É um bocadinho. Tu és um jovem, mas tu parece que vês, tens um telemóvel novo na mão ou tens alguma coisa e bloqueias. Ficas tipo “eu não sei fazer”.

Pois. No outro dia pedi-te ajuda com uma coisa, tu não me conseguiste ajudar, que foi: eu apaguei uma nota do meu telefone.

Mas apagaste para sempre. Apagaste dos apagados.

Eu não fui aos apagados apagar. Eu apaguei a nota normalmente no sítio onde as notas estão do iPhone.

Não, tu deves ter apagado…

Não, eu vou-te mostrar.

Tu já me mostraste, tu deves ter apagado dos apagados, porque se tivesses só apagado dos normais, aparecia lá ainda nos recentemente apagados.

Estás a ver esta nota que eu escrevi aqui?

Sim, a Rita é parva, vá.

A Rita é parva. Agora vou apagar esta nota. Delete note.

Ok.

Apaguei esta nota. E esta nota já não existe em lado nenhum no meu telefone.

Isso é muito estranho.

Não existe, não consigo.

Porque olha aqui.

Não há, apaguei uma nota e pedi ajuda à minha netinha, que está aqui, a Rita Da Nova, para me ajudar com este problema de tecnologia que eu tive. E ela andou para aqui às voltas no meu telefone e não dá para recuperar as notas que eu apago. Pronto. Olha, a vida é isto também, é avançar. E pronto. E olha, não sei o que é que hei de dizer. Também não era assim uma nota tão importante. A maior parte das notas que eu tenho no telefone são estupidezes que não interessam pão com caraças. Portanto, olha, tenho pena porque eu queria recuperar aquela nota, tinha lá uma coisa que me dava jeito e foi-se.

É que às vezes, por exemplo, mesmo no próprio processo de comprares o telemóvel, eu acho que isto tem de ser dito aqui

Está bem, então fala disso.

Porque o Guilherme…

Podes dizer o nome da loja. Diz o nome da loja.

O Guilherme foi à Worten online e cometeu um erro de avô, que foi não ir à procura dos telemóveis que são só vendidos pela Worten.

Pois.

E comprou um telemóvel num marketplace, a uma marca que ele não conhecia, não fazia ideia qual era.

Eu fui investigar quando a minha mulher teve um ataque de fúria comigo.

Foi na minha conta da Worten e eu recebi a confirmação de compra. E quando vejo lá: comprada à loja XPTO, eu fiquei-

Big Hub, uma coisa assim, uma coisa espanhola

…eu fiquei: “Este telemóvel nunca vai chegar e nós vamos ter problemas”.

Também te vou dizer, acho estúpido eu ir ao site da Worten, e desculpa lá, até ao Ricardo, que anda a dar a cara por eles nas ruas e nas campanhas. Acho estúpido eu ir ao site da Worten, na barra de pesquisas de produtos, escrever iPhone, encontrar o iPhone que eu quero, fazer comprar e de repente não é da Worten, é outro agente a vender dentro da Worten.

Porque eles têm um marketplace. A partir do momento que eles têm um marketplace-

Mas então se eu quiser ir no marketplace, o marketplace tem que estar dividido das coisas da Worten.

Não. Tu tens essa divisão, chama-se a um filtro que está ao lado. Tu clicaste no filtro?

Não carreguei no filtro.

Olha, eu vou te mostrar. Olha, espera.

Eu não carreguei em filtro nenhum, qual filtro?

Claro que não carregaste, por isso é que fizeste asneira.

Eu não fiz asneira, já está aqui o telefone.

Pois, mas agora tem garantia?

Eu tenho uma garantia que está aqui o telefone.

Se eu atirar ao chão, ele tem garantia?

Eu tenho a garantia pessoal que isto é um iPhone.

O que é que queres comprar?

Eu quero comprar um iPhone, mete lá iPhone.

iPhone.

iPhone.

Pode ser este.

E agora onde é que está isso dos filtros?

Calma, deixa abrir. Olha.

Pois, olha, scroll, faz mais scroll.

Vendedores.

Vendedores. Quero só da Worten.

Não tem.

Estás a ver?

Este específico não tem.

Pois, mas estás a ver?

Eu não percebo é qual foi a tua mania de vires à Worten online comprar, quando há mil lojas. Se não tem na Worten online.

Porque nós temos uma Worten aqui perto, muito perto da nossa casa, que eu fui lá levantar o produto quando chegou.

Eu sei que foste lá levantar o produto quando chegou.

Como fazia no meu tempo da droga.

Vou te perguntar uma coisa, que é: tu já fizeste uma viagem para ir levantar, não mandaste entregar em casa.

Sim.

Então a mesma viagem que fizeste a esta Worten, não podias ter feito a outra.

Desculpa lá, mas agora vamos discutir a sério. Então eu tento ser moderno, tento comprar online e agora tenho que ir à loja como se fazia antigamente para ser-

Mas avô, não invente. Não invente, avô. Só sabe pagar a conta no Multibanco, só paga no Multibanco. Não tenta pagar online porque depois está a pagar outra coisa.

Que culpa tenho eu da Worten no site ter pelo meio pessoas que não são da Worten a vender coisas?

Olha aqui, vendido por. Tu não leste.

Então a Worten não é uma loja.

Não, é um marketplace, há anos que é um marketplace, avô.

Não, mas porque é que o site da Worten não está dividido? Eu quero comprar coisas diretamente à Worten.

Guilherme, mas está.

Está onde?

Tu é que tens de filtrar. Acabei de te mostrar aqui nos vendedores.

Pois.

Por exemplo, batedeira.

Olha, uma batedeira, muito bem. Vê quanto é que está uma batedeira boa aí, uma boa batedeira.

Uma batedeira. Vendido por Worten, olha aqui.

Então, mas dá para pôr aí à esquerda então vendedores só Worten?

Vendedores, só Worten, olha aqui. Pumba!

Pois, dá para pôr ali só Worten, ok.

Todas as batedeiras vendidas pela Worten.

Eu não sabia.

O problema é que tu estás-

E olha, também te digo assim, a empresa Big Hub espanhola estava a precisar de um dinheiro, estava a precisar de uma ajudinha. Tu também estás a ajudar os vendedores mais pequenos.

Pronto.

Que é tudo grande capital. E eu estou a ajudar o Big Hub.

Big, não achas que no nome está…?

Não, mas é um hub. É outro hub. Se calhar é outro marketplace onde o senhor vendeu.

Exatamente.

O meu telefone andou de marketplace em marketplace até chegar à minha mão. Pronto.

Eu não sei.

Desculpa lá, eu não sabia que a Worten tinha outras pessoas a vender lá dentro. Imagina, vamos fazer um paralelismo para como se fosse uma loja física, que é: entras na Worten e vais à seção dos telefones e tens lá um expositor com telefones e depois está lá um menino a quem tu pedes ajuda e diz assim: “Olhe, desculpe lá, eu queria comprar um iPhone, sei lá, 17.” E ele: “Sim, senhor, tinha aqui, pode comprar este.” E eu estou a comprar diretamente ao senhor dentro da loja e não à Worten na caixa. É o que está a acontecer no site.

Tu fazes isso no El Corte Inglês. O El Corte Inglês é um marketplace.

Está bem, mas tens lá as marcas dentro do Corte Inglês.

Claro, como tens as lojas.

Mas eu na Worten não estava à espera que de repente andasse uma pessoa lá de um lado para o outro dentro da loja a vender coisas, tipo a abrir o casaco e a dizer: “Quer um iPhone 17? Eu tenho aqui. Eu sou o Big Hub, compra aqui.”

Mas isso aconteceu e tu achaste: “Vou comprar a este senhor de gabardine. Não vou comprar ali ao expositor.”

Porque o senhor não estava de gabardine.

Não, porque tu não leste.

O senhor estava todo vestido de Worten.

Porque tu não leste.

O senhor estava todo vestido de Worten.

Dizia aqui: “Vendido por senhor”.

Mas é uma linha muito pequenina que está abaixo do preço.

E quê? E não se lê.

Eu não sabia. Desculpa lá.

Tu não lês.

Olha, então é assim, eu queria pedir desculpa, eu não sabia que a Worten tinha outras pessoas a vender lá dentro e pra próxima eu vou pedir identificação. Identifique-se, senhor. Quero ver o senhor os documentos. O senhor é da Worten? Não é da Worten. Então rua da frente, que eu só compro senhores da Worten. Eu vou ser racista de empregados da Worten. Pra mim ou é da Worten ou eu não tenho o meu dinheiro. Pronto, desculpa lá, eu não sabia que isto era assim que funcionava na Worten. Tu sabias.

Sabia.

Eu não sabia. Pronto.

Pronto. Mas é que és tão avôzinho de ir pedir ajuda pra umas coisas e depois pra outras, do nada, eu recebo uma notificação no meu telemóvel a dizer: “O seu marido comprou um telefone a uma marca que nem sabe o que é.” “Confirmação de encomenda. Obrigada pela sua compra. O seu marido é um parvo.”

Olha, eu-

Era o que dizia lá: “O seu marido é um parvo.”

Pois, eu também te vou dizer, eu quis ser independente e quis comprar um telefone pra mim. E agora também me vais dizer, vais me olhar nos olhos e vais me dizer: “Não está aqui o telefone.”

Está, mas se esse telefone tem problemas, eu quero ver. Vai pra Espanha recambiado, vai se tratar pra Espanha. Olha, vai como muitas mulheres iam há uns anos, que não dava pra fazer cá.

“Que no tengas problemas. Si iPhone, no puedes ficar malo.” Muy fuerte telefono, por muy años. Sí, guapíssimo. Me gusta tu iPhone SE. Besos.

Eu queria dizer lá gasolina. Pronto, era isto que eu queria dizer esta semana.

Eu tenho mais um tema. Eu queria trazer aqui um tema, porque ontem, antes de irmos para o casamento do meu sogro, do teu pai, a tua irmã, o Marcos e o Duarte vieram cá a casa. E vou só dizer uma coisa sobre o Duarte, porque houve uma confusão nos nossos comentários. É o seguinte: a Alice é filha do meu irmão, é a nossa sobrinha que mora em Londres. É a Alice, é filha do meu irmão. O Duarte é filho da irmã da Rita. Houve uma senhora que confundiu tudo. “A Alice já consegue dizer tio e tia?” Não.

A Alice já consegue dizer muita coisa.

A Alice já diz tudo e fala várias línguas. O Duarte é que não diz tia, mas já diz tio. Diz tio. Tu.

Olha, eu não gosto de dizer asneiras neste podcast, mas com caralho. Queria mamar nas minhas mamas e não diz tia. Percebes isto?

É mesmo ao homem, nem quer saber o teu nome, quer só ir às tuas mamas.

Percebes isto? Todo o dia queria mamar nas mamas e eu disse: “Não podes mamar aqui que eu não tenho nada pra ti. Não tenho nada. Não tenho, nem quero ter. Isto não é um marketplace”. E depois, diz tio.

Posso?

Bom.

Diz tio, sim, senhor. O Duarte tem que dizer.

Não interessa.

Mas há uma diferença, é só pra dizer. Há o Duarte e a Alice.

Há uma diferença. Há uma que diz tia e outro não diz.

Estamos a gritar, as pessoas não têm culpa nenhuma de estares irritada com o teu sobrinho, coitado do meu querido Duque, trata-me por tio. A chamar. Bom, a tua irmã, o Marcos e o Duarte também iam ao casamento. E nós fizemos preparação aqui em casa. É o normal da preparação dos casamentos, acho que já falámos disso aqui também em terapia de casal, num dos episódios ao vivo, se eu não estou em erro, que é eu e o Marcos estivemos a jogar Nintendo Switch até às 16:00.

E nós estivemos a maquilhar-nos.

E vocês tiveram duas horas e meia a maquilhar e a fazer penteados uma à outra. Pronto, é o normal.

Já agora, excelente trabalho de maquiagem da tua mulher.

Por acaso, excelente. Tu és capaz de ter uma carreira como maquiadora. Ficas a saber.

Tu estavas à espera que eu soubesse fazer aquelas duas maquiagens tão bem?

De todo. Tu própria estás pasmada com o que fizeste.

Estou pasmada. Não acredito que fiz isto.

Parece nos filmes dos superpoderes, dos super-heróis, quando eles têm superpoderes e começam a ficar a olhar para eles próprios, do género: “Como é que eu parti esta parede?”

Eu tinha uma imagem no Pinterest e um sonho e consegui.

Ya. E que ninguém tire isso.

Ninguém.

Que ninguém tire isso. Um dia vais poder vender as tuas maquiagens no marketplace da Vartan e eu vou ficar muito feliz por ti. Olha, o que é que eu ia dizer? Eles vieram cá pra casa. E eu apontei este tema porque eu acho que isto é um tema que deixou-me feliz, que a nossa casa seja onde a malta tem vontade de estar.

Ok.

Ou seja, fico contente da minha casa ser um sítio onde: “Olha, é para ver o jogo Portugal. Por que nós não vamos pra casa de Rita e do Guilherme?” “Olha, é preciso se vestir antes de ir pro casamento.” Eles tinham uma criança pequena, dava mais jeito nós irmos pra casa deles, e mesmo assim eles vieram pra nossa e preparamo-nos daqui. Eu fico muito contente que a nossa casa seja um sítio onde a malta tem vontade de vir almoçar, de passar a tarde, ver o jogo, ver um filme, que seja um sítio de ponto de encontro.

Também fico muito feliz.

Quando eu cresci, eu lembro-me que havia amigos que tinham casas que dava vontade de ir pra lá, ou porque tinham jardim, ou porque tinham a consola X, ou porque o pai era divertido. Havia casas que dava vontade de ir pra lá. E havia amigos que por acaso diziam: “Ah, podemos ir pra minha casa”, e eras do gênero…

“Não quero muito ir pra tua casa”.

Ya. E mesmo eu adulto, eu tenho isso com amigos. Há amigos que dizem assim: “Olha, o jantar pode ser cá em minha casa”, e eu: “Ipa, que fixe, eu adoro aquela casa”.

Ya.

Tipo, quero mesmo ir pra aquela casa e vamos ficar lá e vou levar uma garrafa. Há casas que dão vontade de ir, não sei explicar. E pronto, e apontei isto, porque queria falar disto. Não sei se tu tinhas casas de amigos que estavas mais à vontade, se também tens esse orgulho.

Sim, eu gosto muito, porque eu gosto muito de fazer coisas em casa, mas também gosto muito de pensar a ideia da nossa casa para receber pessoas. Tenho sempre isso em mente. Por exemplo, há coisas básicas pra mim. Nós temos uma cadeirinha de refeição de criança, embora não tenhamos filhos, nós temos uma cadeirinha.

Pois, é como os restaurantes têm sempre aquela cadeirinha básica do IKEA. Nós temos essa também.

Nós temos uma cadeirinha, caso venha algum amigo com filhos, caso venha algum dos nossos sobrinhos e precisem de se sentar pra comer, nós temos uma cadeirinha.

Ya.

E é uma coisa que eu gosto de pensar, de pensar como é que esta casa pode ser também das pessoas que nós gostamos.

Exatamente. A nossa casa só tem um defeito nesse aspecto.

Estás cá tu.

Sim, eu sou o entretenimento, sou eu que mostro a casa e que mostro as divisões e não sei o quê. Não. A nossa casa só tem um defeito, que é: não temos zona de fumadores. Não há sítio bom seu fumar aqui em casa.

Mas também fumar é…

Mas mesmo aquelas cantinhas dos para o tabaco e não sei o quê.

Está as pessoas que deixam.

Pois. É que é preciso sair da nossa casa, não temos uma varandinha. É o único defeito que a nossa casa tem, é não ter zona de fumadores. De resto, estamos equipados pra receber toda a gente, com consoles, com comida, com bebida, com sofás, com boas cadeiras, com luz, com ar-condicionado. Estamos prontos.

Estamos equipados pra tudo. Festas, batizados, casamentos. Tu não te lembras de quando nós compramos esta casa, da senhora que nos vendeu a casa dizer que vendeu esta casa, nós moramos num T3, e dizer que eles também nunca tinham tido filhos, mas que apesar disso, esta casa era a casa onde eles recebiam a família, onde a família vinha muitas vezes passar o Natal, pra jantares, não sei se tu te lembras dela dizer isso.

Não me lembro, não me lembro dela dizer isso, mas fico contente, porque eu acho que nós estamos a conseguir fazer uma casa, apesar de nós sermos muito caseiros, mas estamos a conseguir fazer uma casa onde as pessoas gostam de vir pra aqui e nós gostamos de receber. E eu estava a pensar nisso ontem, estava a ver o Duarte aqui a correr atrás dos gatos, estava eu e o Marcos a jogar Nintendo Switch, estavas tu e a Bia a maquilhar, e eu estava a pensar: “Ya, eu gosto disso na minha casa, gosto que a minha casa seja um sítio onde as pessoas têm vontade de estar e de ir.”

Portanto, olha, venham todos.

Ya.

Começamos a receber às 9:00 da manhã. Achamos as portas às 16:00.

A morada é rua… Não, não vou dizer. Era o que faltava Vamos ao e-mail?

Vamos ao e-mail.

Vamos ao e-mail. Tu queres qual primeiro?

Eu quero o e-mail da Pomba Correia primeiro.

Da Pomba Correia.

A Pomba Correia, grande nome.

É um grande nome. Espera aí.

Chama-se Amiga dos Dois.

Sou Amiga dos Dois e estou cansada. Está aqui. Dá-lhe.

“Olá, Rita e Guilherme. Tenho uma situação que não é exatamente minha, mas que me está a consumir mais energia do que eu gostaria.”

Então é porque é tua. Vou já dizer esta.

“Tenho dois amigos que andam numa espécie de relação não assumida há cerca de um ano. Estão claramente envolvidos, agem e fazem tudo como namorados, mas nunca definiram o que são. O problema é que ela quer respostas e ele parece não saber bem o que quer. Até aqui tudo bem. São adultos e a relação é deles. A questão é que eu sou muito amiga dos dois. Sempre os ouvi quando precisavam de desabafar um sobre o outro e tentei ser uma pessoa neutra. Nunca tomei partido nem tentei influenciar ninguém a fazer seja o que for. Nos últimos tempos, porém, sinto que a minha amiga está cada vez mais focada nesta situação, para não dizer obcecada, e acaba por ter conversas constantes comigo sobre ele. Muitas dessas conversas parecem ter um objetivo implícito: fazer com que eu vá falar com ele, perceber o que ele sente, transmitir mensagens ou ajudar a desbloquear uma situação que não me diz respeito. Eu não quero esse papel. Não me importo de ouvir uma amiga a desabafar, mas começo a sentir que estou a ser puxada para o meio de uma história que não é minha e que honestamente só pode ser resolvida pelos dois. A minha dúvida é: o que é suposto fazer ou dizer nestas situações? Como é que se estabelece um limite sem parecer que se está a abandonar uma amiga? E até que ponto ouvir constantemente o mesmo problema deixa de ser apoio e passa a ser alimentar uma obsessão? Obrigada pela ajuda. Se lerem este e-mail, terei um beijinho para os dois e team Rita sempre.”

Pois, isso é que o e-mail acaba mal.

Vou já puxar daqui de uma referência das nossas vidas que se chama Ben Monteiro.

Muito bem. O nosso amigo Ben.

O nosso amigo Ben.

Que é guitarrista do GNR.

Exatamente.

E um excelente tiktoker. Gostava que as pessoas seguissem Ben Monteiro no TikTok.

Porque o Ben, há uns tempos, falou sobre isso, porque nós às vezes no nosso grupo temos tendência a escarafunchar temas e questões que já estão resolvidas e que já não nos estão a fazer bem estarmos a falar sobre isso.

Já não é gossip, é só remexer uma sopa que já está fria.

E o Ben acho que foi das primeiras pessoas que eu ouvi com clareza a confrontar quem está nesse turbilhão a dizer: “Vocês têm de parar com isso, porque isso já não é nada, isso já não vos faz bem”. E na verdade, eu sinto que é um bocadinho isto que está aqui a acontecer, que é esta amiga claramente quer que a nossa Pomba Correia tome uma ação depois de a ouvir, seja ir falar, seja ir transmitir uma mensagem, seja ir dizer uma coisa para perceber o que ele acha sobre certo assunto, etc. Mas fazê-lo, ouvi-la e depois ir tomar ou não a ação que esta pessoa quer, está a ser uma forma de desresponsabilizar esta amiga.

100%.

Não é?

100%. E também há aqui uma coisa que eu vou acrescentar em cima do que tu disseste e muito bem, que é: nós já falámos várias vezes aqui neste podcast do querer conforto ou querer soluções. E eu acho que o que acontece neste caso é, como o problema não é dela, da Pomba Correia, ela quando responde está a dar soluções, do género resolve isso e não me chateies mais com isso. E a outra só quer conforto. A outra só está constantemente a desabafar.

Será? Porque parece-me aqui que é um lado de, se eu disser a coisa da forma certa, ela vai transmitir a mensagem, vai passar a mensagem. E nós às vezes fazemos isso nas nossas vidas. Dizemos certas coisas a certas pessoas, porque sabemos que elas nos podem dar informação ou que podem levar a informação ao sítio certo.

Sem dúvida nenhuma.

E isso é um bocadinho “Game of Thrones”.

Tipo, deixa ver o que eu consigo sacar daqui.

Little birds de “Game of Thrones”.

Mas esta posição é super injusta.

Isso é super injusto para as pessoas.

Esta posição é super injusta para ela. Ela não merece estar aqui. Está a ser puxada para uma guerra que não é dela. Está a ser envolvida numa coisa que ela não tem absolutamente nada a ver. E eu acho que é injusto até da parte da amiga. Das duas, uma. Há duas maneiras de ela resolver isto. Ou ela diz diretamente à amiga: “Olha, por favor, para. Eu não quero estar mais envolvida nisto. Eu já te disse o que tinha a dizer, já te ouvi. Estou cá para ti quando acontecer alguma coisa, mas eu não posso estar mais a servir de parede para tu estares a dar raquetadas contra. Eu não estou aqui a fazer nada.” E a outra é mais humorística, suponho eu, que é ela começar a dar péssimos conselhos a ver se o problema se resolve. Ela pode começar a dar os piores conselhos possível para ver se aquilo acaba mais depressa. Ou se a amiga diz assim: “Não, esta gaja é louca, eu não posso conversar com ela.”

Eu acho que ela vai ter de mostrar à amiga que a amiga a está a pôr numa posição injusta.

Ya.

Porque também é possível que esta amiga, estando tão embrenhada nesta relação, não se esteja a perceber do que é que está a fazer a outra passar.

Ya, também é possível, sim, tens razão.

E mais uma vez, é assim, o que os outros não sabem, não podem mudar.

Exatamente.

E muitas vezes nós achamos que é óbvio. Claro que ela sabe que me está a pôr nesta posição, ou claro que esta pessoa sabe que me fez sentir assim, é óbvio. Mas citando a minha terapeuta, o que é normal e óbvio para nós, nem sempre é normal e óbvio para os outros. Portanto, eu acho que a nossa Pomba Correia tem de ter uma conversa com esta amiga e dizer: “Olha, eu quando tu vens falar sobre esta questão, sinto-me X, Y e Z. Sempre me tentei manter neutra, mas neste momento não está a ser possível e pedia-te que tentasses não me pôr nesta posição. Eu estou aqui para te ouvir, estou aqui para te ouvir desabafar, mas mais do que isso eu não posso nem quero fazer, porque a relação não é minha.”

Ya. Até porque muitas vezes as pessoas, há chatices que têm na vida, há problemas que têm na vida, que gostam só de ventilar sobre eles.

Sim.

E estar ali nham-nham-nham. Isso é uma coisa que te afeta a ti.

Sim.

Para as outras pessoas é só chato estar a ouvir essa merda.

Eu sinto que é um bocado a pessoa que há este encontro. Tens a pessoa que quer desabafar e a pessoa que ouve o desabafo No final deste encontro, a pessoa que desabafou sente-se melhor e a pessoa que ouviu o desabafo sente-se pior.

Ya.

Não é?

É literalmente o que está a acontecer com a Pomba Correia.

Eu acho que a Pomba Correia tenta explicar isto à amiga.

Ya. Mas eu também percebo o medo de pareceres má amiga.

Também percebo, mas às tantas é.

“Vou dizer à minha amiga que não quero que ela desabafe comigo?” Mas uma coisa é de facto desabafar de um problema, outra é recorrentemente e constantemente estares sempre a falar da mesma coisa. E é do género: “Tu tens que resolver isso, tens que tirar isso daí”.

É a rodinha do hamster do problema, está sempre ali.

Completamente a mesma isso.

Espero que a nossa Pomba Correia consiga resolver esta questão.

Muito bem, ficam aqui com a análise da situação da parte da bichada e do tio. É aqui que vocês encontram as vossas respostas.

A bichada e o tio e a Pomba Correia.

Exatamente. terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar perguntas, questões, dúvidas, tudo o que vocês quiserem saber sobre a vossa vida amorosa, familiar, de amizades, como é o caso da Pomba Correia, o que vocês precisarem, nós estamos aqui deste lado.

Estamos aqui deste lado.

terapiadecasalpodcast@gmail.com.

Tudo o que vocês precisarem, nós estamos aqui deste lado, exceto para lidar com a parte dos e-mails e a parte tecnológica. Isso sou eu, claro, obviamente, senão o Guilherme depois vai arquivar e-mails e apaga e não sabe onde é que estão e depois vai e compra um e-mail no Marketplace. Enfim, já sabem como é que é.

Un gran beso para todos mis amigos de España que me han vendido el iPhone. Muchas gracias y que tengan un buen día. Adiós.





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