22h. Mundial 2026. Irão e Bélgica terminam empatados – Observador

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Rafael Lopes. Edição das 10 na Rádio Observador, com o José Rafael Lopes e vamos diretamente ao Mundial 2026, porque houve empate entre Bélgica e Irão. Duas equipes que não conseguiram marcar, o encontro terminou 0 x 0. Vamos agora, Diogo Varela, perceber o que aconteceu neste encontro do Campeonato do Mundo.
Ora, há novo empate no grupo, José. Este grupo G, entre Irão, Bélgica, Nova Zelândia e Egito. Depois dos dois empates na jornada inaugural, o Irão e a Bélgica voltam a empatar. Num resumo rápido desta partida, José, a seleção da Bélgica começou melhor, começou por cima. Foram valendo as boas ações de Alireza Beiranvand, guarda-redes do Irão, que já passou na Boa Vista. Depois, inverteu-se o rumo dos acontecimentos. O Irão começou a estar por cima. Mehdi Taremi teve um gol anulado, uma bela defesa de Thibaut Courtois, também a remate de Mehdi Taremi. E na segunda parte, o próprio antigo avançado do Futebol Clube do Porto, Mehdi Taremi, a conquistar uma expulsão ao central Nathan Ngoy. A Bélgica jogou a última meia hora reduzida a 10, mas nem isso impediu os belgas, já numa reta final, de quase surpreender pelo benfiquista Dodi Lukebakio. Contas feitas, José, final dos 90 minutos, 0 x 0, Irão e Bélgica, dois empates, dois pontos para cada seleção.
Diogo Varela, uma das vozes da Rádio Observador que está a acompanhar este Campeonato do Mundo. E José Rafael Lopes, já daqui a pouco é a vez de Cabo Verde entrar em campo e vai ser frente ao Uruguai. Jogo às 11 da noite, motivados pelo empate frente à Espanha. As expectativas dos Tubarões Azuis, a seleção de Cabo Verde, tem altas expectativas. Vamos até aos Estados Unidos, ao encontro do Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador ao Campeonato do Mundo. Miguel, já daqui a pouco arranca esse jogo, Cabo Verde e Uruguai. Como é que está a festa cabo-verdiana? E diz-me se já encontraste algum grogue de qualidade.
Ainda não encontrei. José, Vicente, boa tarde. Estamos já dentro das imediações do Hard Rock Stadium, portanto, passa-se a zona de segurança e temos uma gigantesca fan zone, já na zona que dá acesso às entradas, aos elevadores, às portas para o estádio. Um relvado, bares, os patrocinadores oficiais do Mundial, zonas de restauração também. Fazem-se pinturas faciais, oferecem-se brindes, vendem-se camisolas e há adeptos de todas as nações. Naturalmente, hoje, a maioria, adeptos cabo-verdianos e adeptos do Uruguai. Vamos falar com os dois. Ora, de Cabo Verde, temos Daisy e Tilo. São imigrantes cabo-verdianos, vivem em Boston. Confiantes para este jogo, Tilo, como é que é?
Confiante, sim. Hoje vamos ganhar. Cabo Verde vai passar para a próxima fase.
Tilo, apresentas-te aqui com uma camisola de Cabo Verde, um cachecol, um chapéu. É tudo cabo-verdiano hoje.
Tudo cabo-verdiano hoje. Hoje é Ribalá.
Daisy, esperança para este jogo?
Vamos lá, 3 x 1.
3 x 1? Quem marca os gols de Cabo Verde?
Delton vai marcar, Stopira vai marcar e o Luís também vai marcar.
Daisy, vieram de Boston hoje ou já chegaram mais cedo?
Nós viemos ontem. Estamos na festa o dia inteiro.
Já estão a festejar, então. Já são dois dias de festa.
Vai até o final da Copa.
Se Cabo Verde vencer hoje, para onde é que prossegue a festa?
Hoje eu não sei o que vai acontecer. Eu não vou pra casa. Vou ficar aqui. Vamos para Houston, diretamente.
Estamos aqui em direto para a Rádio Observador, com adeptos cabo-verdianos, mas também temos adeptos do Uruguai, adeptos que imigraram também, também são imigrantes, vivem em Nova York. Vocês confiantes no Uruguai para o jogo de hoje?
Sim, tenho muita confiança que vamos sacar três pontos hoje. Eu os vi muito bem no primeiro partido, na segunda metade. E se sairmos igual que esse partido, eu acho que podemos meter um ou dois gols na primeira metade.
Cabo Verde está dizendo que vai ser uma surpresa. Acredita nisso?
Não, a verdade é que eu acho que ainda não anotaram um gol. Vão querer marcar um gol e nos faltam alguns na defesa, Araújo, Jiménez. Eu acho que pode ser que não metam um, mas eu vejo que o Uruguai vai marcar dois ou três gols hoje.
Obrigado. Também a conversa com adeptos do Uruguai, uma família que emigrou já há vários anos para Nova York. A comunidade cabo-verdiana está em peso, pelo menos na porta onde nos encontramos, também muitos adeptos do Uruguai. Hoje é um jogo pintado de azul, o azul-celeste do Uruguai e o azul-escuro de Cabo Verde. É um clima de festa, também com adeptos de muitas outras nações. Vejo agora passarem brasileiros. Já agora vou tentar falar com estes adeptos brasileiros. Boa tarde, Brasil?
Brasil, do Brasil, 100%.
Por que vieram a este jogo? Quem é que estão a apoiar hoje?
Cabo Verde.
Tinha que ser Cabo Verde hoje?
Sim.
E o que esperam deste encontro e também, já agora, o que esperam da participação do Brasil neste mundial?
Falamos muito pouquinho.
São imigrantes, cá, falam pouco português.
Muito pouquinho.
Mas gostam da exibição do Brasil, gostam da seleção do Brasil? O que estão a achar?
Sim Allison Becker. 100%.
Obrigado. Limitações aqui na linguagem, imigrantes vão perdendo também a confiança no português. Adeptos do Brasil como exemplo, mas também temos adeptos colombianos, de muitas outras nações, muitos norte-americanos. É um clima de festa, é jogo de mundial, já se sabe. Daqui a pouco, daqui a menos de uma hora, começa esse Cabo Verde, Uruguai.
A reportagem do Miguel Cordeiro a partir dos Estados Unidos da América. Daqui a pouco joga Cabo Verde contra a seleção do Uruguai. Na terça-feira joga a seleção nacional, que continua a preparar esse jogo, José, frente ao Uzbequistão. Sem Tomás Araújo, que continua de fora, o central voltou a fazer trabalho de ginásio à margem da restante equipa. Portugal entra em campo frente à seleção do Uzbequistão na terça-feira, às 18h. Hoje tivemos a oportunidade de escutar Francisco Conceição, que falou aos jornalistas. Assegura o jogador da Juventus que a equipa portuguesa está preparada e que ele próprio está preparado para ser titular. O jogador da Juventus, Francisco Conceição, apresentou o currículo para dizer que está pronto para ser utilizado assim que Roberto Martínez o entender e da forma que Roberto Martínez o entender. Isto aconteceu quando Francisco Conceição foi questionado sobre o rótulo de espalha-brasas.
Depende do que se quer dizer com espalha-brasas. Eu prefiro ser conhecido e quero ser conhecido como Francisco Conceição, porque espalha-brasas depende, mas se calhar se estiver a falar que é um jogador para entrar nos últimos 10 ou 15 minutos, acho que não é bem assim, porque jogo na Juventus, jogo na Liga Italiana, tenho sido titular indiscutível na minha equipa e acho que esse papel depende da forma como queremos enquadrar ou definir esse papel. Eu estou aqui, como disse, quer jogue 10 ou 90 minutos, para dar o máximo pela seleção e mostrar que sou mais um para ajudar a seleção a atingir os seus objetivos.
Francisco Conceição, em conferência de imprensa, que foi também questionado sobre se os jogadores se sentem obrigados a jogar para Cristiano Ronaldo. Diz o jogador da Juventus que quando está em campo, nem sequer para a cara dos colegas olha quando está a jogar.
Não, eu acho que o Cristiano, com sua qualidade de fazer gols, acho que não há ninguém como ele nesse capítulo. E nós não temos essa obrigação, essa necessidade de lhe passar a bola. Eu, por exemplo, falo por mim, eu passo a bola para quem acho que naquele momento está melhor desmarcado. Não é que eu tenha tempo para pensar qual é a cara do colega que está ao meu lado, não. Acho que fazemos tudo por instinto, são milésimos de segundo, não há tempo para isso. E claro que o Cristiano está aqui para ajudar, como qualquer outro jogador da seleção.
As palavras de Francisco Conceição, jogador da seleção nacional. Portugal joga com o Uzbequistão na terça-feira, às 18h, à procura da primeira vitória na prova e há claro relato aqui na Rádio Observador. Fica por aqui esta edição das 10 com o jornalista José Rafael Lopes, que está de regresso às 10h30 com a informação. Não desenvolvida, será no Jornal das 11. Aqui será resumida e atualizada assim que é. Um abraço, até já. Até já.
