“Futuro político? Estou tudo menos preocupado” – Observador

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Um dia depois do chumbo do pacote laboral, Luís Montenegro aparece no Congresso do PSD a atirar a matar na oposição.
Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança.
O primeiro-ministro encontra no Chega uma falsa vontade de reformar o país.
São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma.
E não encontra qualquer virtude na postura do partido de André Ventura.
Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade. Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem. Para ser teleguiado por comentadores mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não é preciso ter grande coragem.
Montenegro alerta também para a estratégia teatral de José Luís Carneiro.
Vamos obrigar a AD, o governo, a negociar exclusivamente com o Chega. E com esta atitude, pretende o PS depois dizer: “Eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa.”
Uma narrativa falsa, explica Montenegro, que garante que se há proximidade, é entre os dois maiores partidos da oposição.
O povo também decidiu que o Partido Socialista e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o governo. Eu só acho é que o povo, neste particular, queria que isso acontecesse apenas de forma excepcional.
Com o pacote laboral chumbado e ventos de crise política no horizonte, o primeiro-ministro deixa uma garantia aos militantes do PSD.
Eu estou tudo, mas é que é mesmo tudo, menos preocupado com o meu futuro político. Não sou de me intimidar.
Luís Montenegro, no discurso de abertura do Congresso do PSD, em que veio apresentar a moção que defende a manutenção do não é não em relação ao Chega e a recusa de um bloco central com o Partido Socialista.
