Os doze pontos do acordo de paz entre Irã e EUA, segundo a imprensa israelense
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- Donald Trump e Mohammad Qalibaf assinaram eletronicamente um memorando de entendimento entre EUA e Irã, divulgado pelo Canal 12 em 16 de março.
- A cerimônia oficial de assinatura está prevista para 19 de março em Genebra, Suíça, quando os termos deverão ser confirmados.
- O acordo inclui cessar-fogo, compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares, liberação de ativos congelados, retirada de tropas americanas e fundo de US$ 300 bi para a reconstrução do Irã.
- A iniciativa provocou forte reação na política israelense, com a direita e a oposição a Netanyahu considerando-a uma derrota que enfraquece o governo antes das eleições.
Os termos do memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos não foram confirmados pelos representantes dos países signatários até o momento.
Contudo, o Canal 12 divulgou nesta terça-feira (16) os principais termos do acordo ─ que foi assinado eletronicamente por Donald Trump, chefe da Casa Branca, e Mohammad Qalibaf, presidente do parlamento iraniano.
A expectativa de divulgação oficial dos termos de negociação está prevista para a próxima sexta-feira (19), quando uma cerimônia de assinatura deve ser realizada em Genebra, na Suíça.
O texto divulgado na imprensa israelense aborda desde o programa nuclear iraniano até a retirada de forças militares americanas da região, além do levantamento das sanções econômicas impostas a Teerã.
De acordo com a imprensa israelense, os 12 pontos do acordo são:
- Irã, Estados Unidos e seus aliados cessarão as hostilidades, incluindo ações militares relacionadas ao Líbano;
- Teerã reafirma seu compromisso de não desenvolver nem adquirir armas nucleares;
- Estados Unidos e Irã trabalharão para resolver a questão do estoque de urânio enriquecido existente no país persa;
- Os dois governos discutirão o futuro do enriquecimento de urânio e as necessidades nucleares civis do Irã;
- A República Islâmica manterá o atual status de seu programa nuclear enquanto as negociações continuarem;
- Washington suspenderá o bloqueio naval contra o Irã e evitará novas sanções ou o aumento de forças militares na região durante as negociações;
- O Irã garantirá a passagem segura e gratuita de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante 60 dias;
- Os Estados Unidos liberarão ativos financeiros iranianos atualmente congelados para uso de Teerã;
- Caso um acordo definitivo seja alcançado, Washington retirará suas forças da região em até 30 dias e suspenderá todas as sanções contra o Irã;
- O acordo final incluirá a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução econômica do Irã;
- Os EUA concederão isenções temporárias para que o Irã possa exportar petróleo durante o período de negociações;
- Omã e os países do Golfo Pérsico participarão das negociações relacionadas ao transporte marítimo e aos serviços de navegação na região.
A reação israelense
O acordo selado entre EUA e Irã tem causado grande desconforto na política israelense. Alas da extrema-direita israelense e da oposição ao centro de Netanyahu enxergam o memorando de entendimento como uma derrota do país, que não conseguiu uma guerra prolongada com o Irã e não cumpriu seus principais objetivos militares no sul do Líbano.
A forte reação em diversos setores políticos também acaba enfraquecendo o governo de Benjamin Netanyahu, que enfrentará uma nova eleição em breve em meio a uma profunda crise política.
