As notícias das 8h – Observador

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Jornal das 8. Está a começar o Jornal das 8, com a edição do Carlos Pedro. Carlos, a seleção nacional faz hoje o primeiro treino em solo norte-americano. A comitiva portuguesa chegou aos Estados Unidos ainda antes da meia-noite. Já no hotel, em Miami, o presidente da federação passou uma mensagem de confiança.
Pedro, Provença fala numa equipa com qualidade e com bons jogadores, ainda assim, pede que a ambição seja moderada. Em Palm Beach, onde a seleção tem o seu quartel-general para esta primeira fase do Campeonato do Mundo, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol utiliza o clichê do jogo a jogo.
Aquilo que lhes disse foi exatamente aquilo que disse na presença do Presidente da República, do Primeiro-Ministro, que obviamente há uma ambição contida, mas legítima de quem quer chegar muito longe. A equipa está muito bem, está mentalizada, está tranquila, sente-se uma grande tranquilidade, uma grande maturidade. E essa transmissão de maturidade, de jogadores, de equipa técnica, de estrutura da federação, que está habituada a esses grandes torneios, é perceber que até se pode começar menos bem. Muitas vezes as equipas começam menos bem, terminam muitíssimo bem. Caso lembre-se do último Campeonato do Mundo. Portanto, temos que estar preparados para todos os cenários.
Antes, na chegada da equipa portuguesa ao aeroporto de Miami, falou o selecionador Roberto Martínez. O técnico garante que os portugueses vão à América com muita vontade de vencer.
Acho que levamos conosco a força do povo português e chegar aqui é o momento de começar o segundo bloco. O primeiro bloco é a preparação em Portugal. O segundo bloco agora é o mundial dos três jogos da fase grupos. Estamos muito entusiasmados e cheios de força, responsabilidade também, mas acima de tudo, coragem e força.
Roberto Martínez aos microfones da Sport TV. Portugal treina hoje pela primeira vez em Miami, quase à meia-noite. Antes, pelas 11 da noite, hora de Portugal, um jogador nacional faz uma conferência de imprensa. A estreia da equipa das Quinas está marcada para a próxima quarta-feira, dia 17, diante da República Democrática do Congo.
E ainda no Mundial, na última madrugada houve espaço para a primeira goleada da competição. Os Estados Unidos, anfitriões da prova, derrotaram a seleção do Paraguai por 4 x 1.
Bobadilla marcou na própria baliza para os Estados Unidos, neste caso, Folarin Balogun fez dois gols e Giovanni Reyna completou a goleada dos Estados Unidos. Pelo meio, Mauricio ainda reduziu para os paraguaios, mas de nada valeu. Os Estados Unidos lideram, para já, o grupo D deste Campeonato do Mundo de Futebol, que junta ainda Turquia e Austrália. Hoje há mais jogos. Pelas 11 da noite acontece o pontapé de saída no Catar-Suíça, do grupo B. Três horas depois, às 11 da noite, dá-se a estreia em prova do Brasil. A Canarinha defronta a seleção de Marrocos, o carrasco de Portugal no último mundial. São jogos para acompanhar nos espaços noticiosos da Rádio Observador, onde acompanhamos também os últimos minutos de todos os jogos neste Campeonato do Mundo.
Oito horas e três minutos. Carlos, está próximo o acordo entre Irã e Estados Unidos. Ainda assim, o país islâmico avisa que a retórica norte-americana tem de mudar.
Abbas Araghchi, em entrevista a um canal da televisão iraniano, garante que Teerão não vai recuar perante as ameaças da Casa Branca. O Irã admitiu ontem que nunca esteve tão perto de um acordo com os Estados Unidos, mas esse acordo só acontecerá numa fase final. Primeiro, terá de ser assinado um memorando de entendimento entre os dois países, que pressupõe, para já, a reabertura do Estreito de Ormuz. Quanto ao dossiê nuclear, o assunto ficará para a fase final. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros admite que as exigências dos Estados Unidos não são, por agora, aceitáveis. Também o embaixador norte-americano, Henry Ensher, admite que são negociações quanto ao dossiê nuclear que vão demorar muito tempo. O acordo será feito à revelia de Israel, a quem Abbas Araghchi acusa de tentar minar as negociações.
Devo afirmar explicitamente que este acordo tem inimigos liderados pelo regime sionista e estão à procura de pretextos para o sabotar. A nossa posição é clara: se fôssemos ceder à pressão, já teríamos cedido há muito tempo. Se as ameaças de ataques às infraestruturas ou outras ameaças nos fizessem recuar, já teríamos recuado há muito tempo. Não é o caso e foram enviadas mensagens muito claras para o outro lado de que as ameaças têm o efeito contrário. Se querem avançar para um entendimento, a retórica precisa de mudar. Se querem partir para as ameaças, para a pressão e para a guerra, estamos prontos.
Abbas Araghchi, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, em entrevista a um canal de televisão do país. Entretanto, o Hezbollah afirma que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã exige a retirada de Israel do território libanês, mas avança esta manhã a Al Jazeera, Israel emitiu ordens de evacuação para 20 cidades e vilas do Líbano. A Al Jazeera cita uma publicação das Forças de Defesa israelitas na rede social X. Na última madrugada, os Estados Unidos dizem ter abatido vários drones iranianos que tinham como alvos navios no Estreito de Ormuz.
E o embaixador de Portugal na NATO garante que o compromisso dos Estados Unidos com o artigo quinto não está em causa.
É o artigo que define que um ataque a um membro da Aliança Atlântica é um ataque contra todos os aliados. A confiança na posição norte-americana é expressada por Paulo Viseu Pinheiro, em entrevista à Lusa. O representante permanente de Portugal na NATO desvaloriza eventuais receios e para isso cita o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O compromisso do artigo quinto, aquilo que é a dissuasão fundamental, que é o nuclear e todo o apoio convencional crítico, o apoio crítico que é o artigo quinto, esse não está em causa. E em todas as reuniões ministeriais, incluindo a última, que foi informal em Helsinborg Essa unidade foi reafirmada mais recentemente pelo secretário Rubio, dos Estados Unidos, e essa unidade é a que se tem mantido.
Paulo Viseu Pinheiro, à Lusa, admite que a NATO tem passado por algumas crises desde a sua criação, mas garante que a Aliança Atlântica sai sempre reforçada dessas crises. Já sobre o conflito entre Ucrânia e Rússia, o embaixador de Portugal na NATO diz que o compromisso europeu com Kiev vai ser expresso na próxima cimeira da Aliança, que decorre entre 7 e 8 do próximo mês, na cidade turca de Ancara.
E Carlos, já é conhecido o grande vencedor da última edição das Marchas de Lisboa. Oito anos depois, Alfama voltou a vencer.
Com o tema “Os Santos Devem Estar Loucos”, foi Alfama quem levou o título para casa nesta edição das Marchas Populares de Lisboa, numa das noites mais emblemáticas da capital portuguesa. Cerca de 2 mil pessoas participaram neste desfile, em representação dos 20 bairros lisboetas. No final, Alfama venceu, a Marcha de Alcântara ficou em segundo lugar. O pódio fechou com o terceiro lugar entregue à Marcha da Madragoa.
E para a CGTP estão reunidas todas as condições para o pacote laboral cair na Assembleia da República.
É uma discussão marcada já para o dia 18 deste mês, na próxima quinta-feira. Tiago Oliveira, o líder desta central sindical, acredita que a proposta do governo vai merecer o chumbo dos partidos.
E há todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no próximo dia 18, na Assembleia da República, dando resposta àquilo que é o anseio que existe por parte dos trabalhadores, àquilo que tem sido a exigência dos trabalhadores em todo este processo de luta ao longo de todos estes meses. Qualquer das formas que venha a ser colocada à discussão na Assembleia da República carece de votação. Caso haja vontade de que ele desça à especialidade, terá que haver um requerimento que também terá que ser alvo de votação. E por isso é que eu estava a dizer que o documento só sobrevive se os partidos com assento na Assembleia da República permitirem que ele sobreviva.
Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, critica ainda o governo pela escolha do timing desta discussão.
E assim termina o Jornal das 8, que teve edição do Carlos Pedro.
