Mundial 2026: México-África do Sul, 2-0 (crónica)

Mundial 2026: México-África do Sul, 2-0 (crónica)


No mítico Azteca – palco que consagrou o Brasil de Pelé (1970) e a Argentina de Maradona (1986) – o México não precisou de se agigantar para levar a melhor sobre a África do Sul (2-0). Exatamente 16 anos após a abertura do Mundial 2010 em Joanesburgo (1-1), o México reclamou superioridade sobre os “Bafana Bafana”.

No primeiro jogo do Mundial 2026 – a 2200 metros de altitude na Cidade do México – o avançado Raúl Jiménez (ex-Benfica) foi titular no México, enquanto o médio Yaya Sithole (Tondela) começou de início na África do Sul. Todavia, o regresso desta seleção a Mundiais – após 16 anos de ausência – não foi auspicioso.

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Perante mais de 80 mil adeptos, Jiménez deu motivos para a festa ser reforçada. Ao sexto minuto, o ponta de lança encheu o pé à entrada da área, obrigando Ronwen Williams a uma defesa vistosa. De notar que o guarda-redes foi o mais inconformado na seleção africana.

Pouco depois, aos 9 minutos, Ronwen Williams procurou Yaya Sithole à entrada da área, mas o médio do Tondela entregou a posse e Quiñones inaugurou o marcador. Aos 29 anos, o avançado do Al Qadisiyah leva 38 golos em 36 jogos nesta época.

Até ao intervalo, o México continuou a beneficiar de erros básicos da África do Sul, mais apostada em acumular entradas duras. Em cima da pausa, ao minuto 43, Williams evitou o golo de Jiménez e viu Quiñones atirar ao poste.

No arranque da etapa complementar, Yaya Sithole carregou Brian Gutiérrez pelas costas, quando o adversário seguia a solo para a área. Assim, o médio do Tondela viu o cartão vermelho e saiu de cena com erros capitais. Estavam decorridos 50 minutos.

Entre trocas, Raúl Jiménez sentenciou o encontro aos 67m. Após cruzamento de Alvarado à direita, o ex-Benfica cabeceou ao segundo poste. Os lances dos golos evidenciam a fragilidade defensiva da África do Sul, que raramente chegou à área adversária.

No caminho para o derradeiro apito, a África do Sul viu o médio Zwane ser expulso aos 84 minutos por agressão a Alvarado. Por sua vez, o México lamentou a expulsão do defesa e capitão César Montes, aos 90+2m.

Desta forma, o México lidera o Grupo A, aguardando pelo desfecho do Coreia do Sul-Chéquia, agendado para as 03h desta sexta-feira.

Na quinta-feira (17h), a África do Sul mede forças com a Chéquia em Atlanta. Por sua vez, o México recebe a Coreia do Sul em Guadalajara na madrugada de 19 de junho (02h).

A Figura: “pistolero” Jiménez

O avançado de 35 anos deu a rota para a vitória e sentenciou a partida aos 67 minutos, pouco antes de ser substituído. Numa fase descendente da carreira – marcada por sucessivas lesões – o ex-Benfica continua a evidenciar-se pela seleção. Nesta quinta-feira, Jiménez rematou por quatro ocasiões e só não causou mais estragos porque o guardião Williams assim o impediu. Além de ganhar seis duelos em 10, o avançado deambulou para o corredor esquerdo, reforçando a fluidez da construção, por norma a variar dos corredores defensivos para a área.

O Momento: «Olés!» a abrir

E se todo o Mundial 2026 fosse disputado no México? Quem recusaria uma final no palco que consagrou, entre outros, Pelé e Maradona? O jogo inaugural não foi propriamente vistoso, mas o ambiente nas bancadas foi imaculado. Os «Olés!» ecoaram pelo Azteca nos primeiros segundos e os golos ajudaram a reforçar a euforia. O México joga em casa e ostenta esse trunfo. Ali respira-se futebol.





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