Eleger um Congresso Sem Inimigos do Povo: uma tarefa histórica para defender a democracia
00:00
A+
A-
- O Brasil se aproxima de eleições consideradas decisivas para definir o futuro democrático do país.
- Além da presidência, a escolha do Congresso Nacional é vista como essencial para evitar representantes que se posicionem contra o povo.
- Nos últimos anos, um parlamento dominado por forças conservadoras tem bloqueado políticas públicas e ameaçado direitos conquistados.
- Organizações e cidadãos são convocados a se mobilizar e participar ativamente para garantir um Congresso alinhado à democracia e à justiça social.
O Brasil se aproxima de uma das eleições mais importantes de sua história recente. Mais do que escolher representantes, estaremos decidindo qual projeto de país prevalecerá nos próximos anos: o da democracia, dos direitos e da justiça social, ou o da intolerância, do autoritarismo e do retrocesso.
A extrema direita não desapareceu. Ela continua organizada, ocupando espaços institucionais, disseminando desinformação, atacando as instituições democráticas e promovendo discursos de ódio contra mulheres, população negra, povos indígenas, trabalhadores, juventude, comunidade LGBTQIA+ e todos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Seu projeto político segue sendo o enfraquecimento dos direitos sociais, o ataque às políticas públicas e a criminalização dos movimentos populares.
Por isso, não basta vencer a disputa presidencial. A experiência dos últimos anos demonstrou que nenhum governo comprometido com o povo consegue avançar plenamente quando enfrenta um Congresso dominado por forças conservadoras e reacionárias. Um Parlamento hostil bloqueia políticas públicas, dificulta investimentos sociais, ameaça direitos conquistados e transforma a vida da população em moeda de barganha política.
A defesa da democracia exige mais do que resistência. Exige organização, mobilização e participação popular. Exige que as forças progressistas, democráticas e populares compreendam a dimensão do desafio histórico que está colocado diante de nós. As divergências legítimas não podem obscurecer aquilo que nos une: a defesa da democracia, dos direitos humanos, da soberania nacional e da dignidade do povo brasileiro.
Eleger um Congresso Sem Inimigos do Povo significa construir uma maioria parlamentar comprometida com a redução das desigualdades, a geração de empregos, a valorização dos salários, a educação pública de qualidade, o fortalecimento do SUS, a proteção do meio ambiente, a igualdade racial, os direitos das mulheres, das pessoas idosas, das pessoas com deficiência e de todos os segmentos historicamente excluídos.
Significa também impedir que o Parlamento seja utilizado como instrumento para sabotar conquistas sociais, enfraquecer instituições democráticas ou alimentar projetos autoritários que colocam em risco as liberdades conquistadas com décadas de luta e sacrifício. A democracia não é uma conquista permanente; ela precisa ser defendida todos os dias, especialmente quando forças extremistas tentam normalizar o ódio, a violência política e o desprezo pela Constituição.
Cada voto para Deputada ou Deputado Federal e Senadora ou Senador será decisivo. Não haverá transformação social profunda sem uma correlação de forças favorável no Congresso Nacional. É no Parlamento que muitas das batalhas decisivas pelo futuro do Brasil serão travadas. É lá que serão defendidos, ou atacados, os direitos da população.
Se faz absolutamente necessário reafirmar que a luta pelos direitos humanos e pela democracia passa indubitavelmente pela disputa do Congresso Nacional. Em 2026, nossa missão é clara: fortalecer a unidade democrática, ampliar a representação popular e eleger um Congresso Sem Inimigos do Povo. Um Congresso que esteja ao lado da democracia, da justiça social e da construção de um Brasil mais humano, soberano, inclusivo e verdadeiramente comprometido com os interesses da maioria da população.
*Pedro Batista é gestor público, doutorando em Ciências da Educação, mestre em Estado, Governo e Políticas Públicas, especialista em Gestão de Cidades e Planejamento Urbano, especialista em docência no Ensino Superior. Além disso, é presidente do Instituto Participar e coordenador nacional de Direitos Humanos do PT.
**Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum.
