Lutador que espancou adolescente em Goiânia é preso por descumprir medida cautelar

Lutador que espancou adolescente em Goiânia é preso por descumprir medida cautelar


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  • Rafael Pereira, lutador, foi preso na quinta‑feira (4) em Goiânia por descumprir medida cautelar que o impedia de se aproximar da vítima.
  • A prisão ocorreu após sua entrega à Polícia Civil de Goiás e a expedição de mandado judicial.
  • O crime aconteceu em 29 de maio, no Parque das Artes, Jardim Goiás, quando ele agrediu um adolescente de 17 anos que jogava futebol.
  • O juiz Giuliano Morais Alberici decretou a prisão para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal.

O lutador Rafael Pereira, que espancou um adolescente de 17 anos em Goiânia, foi preso nesta quinta-feira (4) após descumprir medidas cautelares, como não se aproximar da vítima e sua família. Ele foi preso após se entregar à Polícia Civil de Goiás, que expediu um mandado de prisão contra o lutador. 

De acordo com a decisão do juiz Giuliano Morais Alberici, a prisão de Pereira foi decretada para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal 

Caso de agressão ao adolescente

A agressão cometida por Pereira a um adolescente de 17 anos em Goiânia ocorreu no dia 29 de maio enquanto a vítima jogava uma partida de futebol com os amigos no Parque das Artes, no Jardim Goiás. Na ocasião, o lutador teria perguntado por que o adolescente estava o olhando e partido para a agressão. A vítima sofreu ferimentos graves e chegou a desmaiar no local. 

O caso de violência foi filmado e testemunhado por pessoas no local. O adolescente foi agredido com socos, chutes e chegou a ser estrangulado até ficar inconsciente. O lutador só parou com as agressões após uma mulher, que é apontada como companheira de Pereira, pedir para ele parar. 

Pereira chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto no dia seguinte. Na audiência de custódia, a Justiça determinou que ele precisava usar tornozeleira eletrônica e manter pelo menos 300 metros de distância do adolescente. 

Em relato após as agressões, o adolescente diz que ainda sente muitas dores e não consegue dormir devido às lesões sofridas.  “Está muito sensível, só de falar já dói. Não estou conseguindo ir para o colégio, pois minhas pernas, meus braços, minha costela, onde ele me chutou, está muito dolorido”, desabafou a vítima em vídeo enviado ao g1. 

Filmagem e tentativa de intimidação 

Após o episódio de agressão, a mãe do adolescente, Vivian Cunha, relatou que o lutador teria sido flagrado filmando a família da vítima pela janela de um apartamento perto da praça onde ocorreu a violência. 

Segundo o relato de Vivian, ela estava com os dois filhos na mesma praça para uma entrevista sobre o caso quando percebeu duas pessoas filmando de uma janela. A mãe do adolescente afirma que o lutador  alugou um apartamento ainda mais próximo da praça e que ele e o filho estavam filmando sua família. 

“Ele foi solto e mudou para um apartamento mais próximo ainda da praça, que tem uma visão ampla da quadra, em total descumprimento à ordem judicial. […] Os vizinhos viram e me enviaram fotos dele e do filho filmando as pessoas e, inclusive, eu e os meus filhos”, afirmou Vivian.

Ao perceber a situação, a mãe acionou a polícia, já que a ordem judicial proíbe Pereira de se aproximar da família da vítima. . No Boletim de Ocorrência, os policiais militares constataram que Rafael estava descumprindo a determinação.

“Ele saiu do imóvel por volta das 21h, porque a Polícia Penal entrou em contato e avisou que ele não poderia ficar ali. Após o registro, o delegado encaminhou a ocorrência para o juiz plantonista do Tribunal de Justiça informando o descumprimento da ordem judicial”, contou a mãe do adolescente.

Histórico de agressões 

O caso atual não seria um episódio isolado. De acordo com relatos da mãe de outras duas vítimas, o lutador agrediu seus filhos há cerca de três anos em um shopping no Setor Bueno.  Risia Guimarães, mãe dos jovens, publicou um vídeo nas redes sociais com a denúncia. 

Na época, seus filhos tinham 14 e 17 anos e sofreram dois golpes na boca. No relato, Risia diz que Rafael costuma justificar as agressões alegando que está protegendo os filhos de bullying. 

“Esse foi quem socou a boca dos meus filhos menores de idade. Ele sempre justifica que está protegendo os filhos contra bullying. Não existe isso. Ele é doente, precisa ser parado. Ele é louco. Daqui a pouco ele vai matar alguém?”, disse a mãe.

Ela ainda acrescenta que no início do ano, o lutador também agrediu o primo da última vítima. Além disso, Rísia conta que a irmã de Rafael já chegou a lhe telefonar para pedir ajuda, contando que o lutador chegou a agredir o próprio pai quando retornou para sua cidade, Uberaba (MG).




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