Adios, Cuba! 15 hotéis da Rede Meliá abandonam a ilha e crise se aprofunda

Adios, Cuba! 15 hotéis da Rede Meliá abandonam a ilha e crise se aprofunda


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  • A Rede Meliá informou à Comissão Nacional do Mercado de Valores da Espanha o encerramento das operações de 15 hotéis em Cuba.
  • O anúncio foi feito nesta quarta‑feira, após a drástica queda do turismo cubano nos últimos meses.
  • O bloqueio econômico dos Estados Unidos, intensificado sob a administração de Donald Trump, tem causado apagões, escassez de alimentos e crise nos hospitais da ilha.
  • Com a saída, a rede passa a operar 19 hotéis em Cuba, reduzindo sua presença de 34 para 19 estabelecimentos.

Há mais de 60 anos os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico a Cuba.  Às vezes mais intenso, às vezes menos.

Agora, sob administração de Donald Trump, o bloqueio econômico está sufocando Cuba talvez como nunca antes. Apagões diários deixam a ilha às vezes um dia inteiro às escuras. As pessoas perdem mantimentos, hospitais perdem vidas, com a falta de energia nas UTIs, crianças pedem aulas, o turismo evaporou.

Nada disso importa ao narcisista maligno Donald Trump, que está usando o ataque a Cuba agora para encobrir seu fracasso no Irã.

A pressão sobre a ilha é sufocante, o turismo praticamente não existe mais e as redes hoteleiras estão abandonando o país, pouco a pouco.

Agora foi a vez da Rede Meliá que abandonou 15 hotéis em Cuba. A rede hoteleira com maior presença em Cuba, com 34 hotéis, anunciou nesta quarta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) da Espanha o encerramento das operações de 15 hotéis em Cuba.

“Considerando os eventos e circunstâncias que se desenrolam no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba, a Companhia, como parte de seu processo contínuo de avaliação de riscos, informa que sua subsidiária, a entidade portuguesa Ilha Bela, decidiu rescindir imediatamente a prestação de serviços de gestão e marketing, bem como a transferência do uso de nossas marcas hoteleiras, para os seguintes quinze hotéis, todos localizados na República de Cuba”, afirmou a empresa em comunicado à CNMV, segundo o El País.

Os hotéis afetados são: Gran Hotel Bristol Habana Vieja, membro da The Meliá Collection; Innside Catedral Habana; Meliá Buena Vista; Meliá Cayo Santa María; Meliá Jardines del Rey; Meliá Las Dunas; e Meliá Península Varadero. Paradisus Los Cayos; Paradisus Princesa Mar; Paradisus Río de Oro; Paradisus Varadero; Sol Caribe Beach; Sol Cayo Santa María; Sol Río de Luna y Mares; e Sol Varadero Beach. Esses quinze hotéis pertencem à Gaesa, o conglomerado militar alvo do governo Trump, enquanto os outros 19 que operam no arquipélago são de propriedade de empresas ligadas ao Ministério do Turismo.

Debandada sob ameaças de Trump

A saída da Meliá ocorre apenas um dia depois de a Iberostar anunciar uma medida semelhante, encerrando as operações em 12 de seus 18 hotéis.

Hoje, sexta-feira, 5 de junho, é a data estipulada pelo governo Trump para que as empresas hoteleiras estrangeiras que operam ativos pertencentes à GAESA, o conglomerado militar cubano, cessem suas atividades. O não cumprimento dessa data as exporá a severas sanções econômicas caso sejam consideradas colaboradoras do governo cubano.

A empresa canadense Blue Diamond foi a primeira a se retirar, anunciando na última sexta-feira que deixaria suas operações na ilha, embora tenha negado qualquer ligação com as sanções americanas.

“A decisão não foi tomada devido a ações do governo dos Estados Unidos e deve ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a redução e subsequente suspensão de voos entre o Canadá [o principal mercado emissor de turistas] e Cuba, pela Air Canada, o que afeta o serviço no destino, e a deterioração das condições operacionais no destino, o que impede a manutenção dos padrões de qualidade”, enfatizou em comunicado.

Ou seja, não tem a ver mas tem tudo a ver. A redução e suspensão de voos do Canadá para Cuba, a  deterioração das condições de Cuba sob o bloqueio total de agora, tudo isso é resultado da decisão de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos quer conseguir sobre Cuba a vitória que não conseguiu sobre o Irã e também conquistar o objetivo da maioria dos presidentes estadunidenses que o antecederam: derrubar o regime comunista cubano.




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