Os 10 cursos que enfrentam mais dificuldades no mercado de trabalho em 2026

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Um estudo recente do Instituto Semesp mapeou os cursos superiores que registram maiores dificuldades de inserção no mercado de trabalho. A IV Pesquisa de Empregabilidade, com 5.681 egressos de 178 instituições, revelou que História (31,6%), Relações Internacionais (29,4%) e Serviço Social (28,6%) lideram o ranking de desemprego pós-formação.

A pesquisa considera apenas quem não exerce qualquer atividade remunerada, sem diferenciar quem busca trabalho na área de formação e quem não encontrou emprego algum. Isso evidencia o risco de algumas graduações proporcionarem retorno financeiro limitado imediatamente após a conclusão.

Outro dado significativo é a quantidade de formados que atuam fora da própria área. Entre os graduados em Engenharia Química, Relações Internacionais e Radiologia, mais de 40% estão em ocupações não relacionadas à sua formação. Essa migração resulta em salários médios até 27,5% menores do que os recebidos por quem trabalha na própria área.

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Razões estruturais e alternativas

A disparidade entre cursos está ligada à demanda do mercado. A graduação em História forma mais profissionais do que o setor absorve, com vagas concentradas em educação, museus e arquivos. Já Relações Internacionais exige fluência em idiomas e experiência internacional, limitando oportunidades imediatas.

Para egressos desses cursos, a pós-graduação, concursos públicos e funções em setores adjacentes são alternativas para aumentar empregabilidade e remuneração. O planejamento de carreira e escolha estratégica de especializações podem ser determinantes para reduzir a lacuna entre formação e trabalho.

O levantamento mostra ainda que o diploma sozinho não garante segurança financeira. Formações com maior índice de desemprego exigem análise crítica do mercado, alternativas de atuação e estratégias de qualificação. Conhecer o cenário real de cada curso é essencial para quem deseja investir tempo e dinheiro na educação superior.




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