“Governo está focado em corresponder às expectativas” – Observador

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São 2 horas. Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, são duas da manhã, hora de atualizar toda a informação aqui na Rádio Observador. E começamos com a política nacional. Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD, teve cerca de 94% dos votos. Luís Montenegro não tinha qualquer oposição nestas eleições, foi candidato único. De acordo com os dados divulgados pelo Conselho Nacional do partido, num total de 56.800 militantes, votaram apenas cerca de 15 mil. Apesar desta abstenção a rondar os 73%, numa mensagem publicada no Instagram do partido, Luís Montenegro agradece aquilo que diz ser uma expressiva demonstração de adesão. Sublinha que o PSD é hoje o maior partido português e garante que o governo está focado em corresponder às expectativas das pessoas.
Estamos focados em não defraudar as expectativas que foram criadas sobre nós. Sabemos que as pessoas, os portugueses, nos confiaram a responsabilidade de olhar pelo seu presente e pelo seu futuro. E é isso que estamos a fazer. Portugal é hoje um país que é um exemplo na Europa e é uma referência no mundo. Ao nível da estabilidade económica, da estabilidade financeira, da estabilidade social.
Ouvimos aqui a reação de Luís Montenegro à reeleição como presidente do PSD. Este sábado, o coordenador do Bloco de Esquerda apelou à mobilização dos trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não, para a greve geral agendada para a próxima quarta-feira. Depois de uma reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza passou pela Feira do Livro, em Lisboa, defendeu que a proposta do governo para alterar o Código de Trabalho é uma humilhação para os trabalhadores e diz que é necessário pensar numa alternativa.
As alterações ao Código de Trabalho que o governo propõe são de agressão a quem trabalha, são de humilhação de quem trabalha e por isso o Bloco de Esquerda, desde o primeiro momento, tem estado totalmente mobilizado para a contestação desta proposta do governo e também para a formulação de uma alternativa.
José Manuel Pureza, líder do Bloco, acredita que há urgência em mostrar uma grande mobilização dos trabalhadores nesta greve geral. Nas palavras do líder do partido, é preciso derrotar o pacote laboral. Greve geral essa que foi convocada pela CGTP, que este sábado, num comunicado oficial, acusou o governo de desvirtuar as prestações sociais. Em causa, está a proposta para implementar uma prestação social única, aprovada sexta-feira em Conselho de Ministros. A Central Sindical diz que desta maneira o governo está a tentar limitar o acesso a apoios sociais. A CGTP acusa o Executivo de usar o pretexto de aproveitar os fundos disponíveis no PRR e também de ceder às intenções da União Europeia para, de certo modo, desvirtuar todo um conjunto de prestações sociais que respondem a quem mais precisa e diz que tal é inaceitável. Lembrar que esta proposta do governo pretende agregar uma série de prestações não contributivas que eram pagas até então de forma individual. Olhamos agora para uma notícia que foi avançada pelo Observador. Há dois vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, arguidos na Operação Emergente. Tratam-se de Sérgio Cintra e Carla Madeira. Sérgio Cintra foi presidente da Assembleia da Freguesia da Junta de Santa Maria Maior, que está no centro da investigação. O presidente desta autarquia, nesse mesmo período temporal, era Miguel Coelho, também um dos principais visados na investigação. Em declarações ao Observador, Sérgio Cintra mostra-se totalmente disponível para colaborar com as autoridades na investigação. Disse também desconhecer o teor das suspeitas que estão na base da constituição como arguido. Já Carla Moreira, por outro lado, a outra vereadora socialista arguida no processo, foi questionada diversas vezes pelo Observador, mas nunca respondeu. Nenhum dos dois pretende, no entanto, suspender as funções que desempenham na Câmara Municipal de Lisboa. Na saúde, a ministra da Saúde está em confronto com o médico que a própria nomeou para acompanhar o plano de emergência e transformação do SNS. Ana Paula Martins desmente o médico Carlos Robal Cordeiro, que, ao Observador, tinha acusado o ministério de inércia e também de ter deixado de fornecer dados à equipa de acompanhamento do plano. Carlos Robal Cordeiro disse também que o ministério não se reúne com esta equipa de acompanhamento há mais de um ano. Entretanto, em resposta, o Ministério da Saúde enviou um comunicado às redações, garante que Ana Paula Martins, ministra da Saúde, esteve reunida com o coordenador do Plano de Emergência para a Saúde no dia 14 de janeiro, ou seja, há cerca de cinco meses, contrariando assim as acusações de Carlos Robal Cordeiro. O ministério realça ainda que o médico manifestou sempre a disponibilidade para apresentar um segundo plano para o SNS, mas nunca o chegou a fazer. Nesta semana, o Observador noticiou que estão ainda por cumprir 40% das medidas que constam do Plano de Emergência e Transformação do SNS. No entanto, na noite de ontem, o site do SNS atualizou estes números, passando o Ministério da Saúde a considerar concluídas já 88% das medidas, ou seja, 46 em 52.Fechamos este jornal com desporto. O Paris Saint-Germain volta a ser feliz numa final da Liga dos Campeões e torna-se bicampeão europeu. Venceu o Arsenal na Hungria, nas grandes penalidades, depois de um empate a uma bola durante o tempo regulamentar. Golo de Kai Havertz para o lado do Arsenal logo aos seis minutos e de Ousmane Dembélé para o PSG aos 65, já na segunda parte. O jogo partiu para prolongamento, onde se manteve o empate. Na decisão por grandes penalidades, foi Gabriel Magalhães que falhou. Enviou a bola por cima da baliza, carimbando assim a vitória para os parisienses. É a segunda Liga dos Campeões consecutiva para a equipe de Paris, bem como para o quarteto português Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos. Já o treinador dos franceses, Luis Enrique, ergueu o troféu pela terceira vez na carreira. No final da partida, o treinador dá o devido valor ao Arsenal, mas diz que a equipe do PSG mereceu.
“É incrível, nós merecemos isto. Foi por causa dos nossos apoiantes durante toda a temporada. Foi por isso que ganhámos bastantes jogos e nós merecemos estar na final. Foi muito difícil. Parabéns ao Arsenal, eles jogaram muito bem.”
Declarações de Luis Enrique, efusivo no final do jogo. O médio português Vitinha foi eleito o homem da partida, diz que foi preciso a equipe sofrer muito para derrotar os ingleses e destaca o trabalho coletivo de toda a estrutura do PSG.
“É um prazer jogar nesta equipa. Eles são incríveis. Eu já lhes agradeci e agradeço-lhes de novo. À equipa, ao treinador, ao presidente, a todos. Eu acho que merecemos isto, realmente. Só não estou tão feliz por ganharmos em pênaltis, porque sofremos muito pra ganhar, mas estou realmente feliz. Nós sabíamos que tínhamos uma tarefa realmente difícil hoje, mas acho que fomos pacientes e esperámos pelo momento certo. E fomos incríveis.”
Já do lado do Arsenal, o treinador dos Gunners, Mikel Arteta, admite que, a certa altura, tentaram levar o jogo para os pênaltis, mas acabou por não correr da maneira esperada.
“Apenas quem está dentro da organização sabe com o que temos de lidar. Quando se está tão perto contra a melhor equipe do mundo, eles são muito difíceis de controlar, é muito difícil jogar contra eles. Tentámos levá-los para os pênaltis, quisemos um resultado diferente, não aconteceu. Quando se enfrenta uma equipe deste nível, temos de levar as coisas da nossa maneira e não conseguimos.”
Declarações de Mikel Arteta, treinador do Arsenal, depois de ter perdido a final da Liga dos Campeões para o Paris Saint-Germain. Fechamos o jornal das 02:00 com esta notícia. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador às 14:30.
