Moraes manda arquivar caso envolvendo Hugo Motta e Ciro Nogueira em jatinho de empresário das bets

Moraes manda arquivar caso envolvendo Hugo Motta e Ciro Nogueira em jatinho de empresário das bets


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  • Alexandre de Moraes (STF) arquivou a investigação que apurava a viagem de Hugo Motta, Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões a bordo de jato particular de Fernando Oliveira Lima, empresário alvo da CPI das Bets.
  • O avião aterrissou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), em 20 de abril de 2024, vindo da ilha caribenha de São Martinho, considerada paraíso fiscal.
  • A Polícia Federal investigava facilitação de contrabando, descaminho e prevaricação após auditor Marco Antônio Canella autorizar que cinco malas fossem transportadas fora do equipamento de raio‑X.
  • O Ministério Público Federal não confirmou a titularidade das malas; a presença de autoridades com foro privilegiado levou o caso ao STF, que decidiu pelo arquivamento.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar a investigação que mirava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PI), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e os deputados federais Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Os parlamentares eram investigados por pegarem carona em uma aeronave particular de Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, empresário do setor de apostas online e alvo da CPI das Bets no Senado. Como mostrou a Fórum, os dois fizeram uma viagem de luxo ao Caribe no jato particular pertencente ao “rei” das apostas online com cinco malas que driblaram a fiscalização aduaneira com a anuência de um servidor público federal.

O caso ocorreu em 20 de abril de 2024, quando uma aeronave a jato de alto padrão aterrissou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), vinda de São Martinho, ilha caribenha listada pela Receita Federal como paraíso fiscal e famosa por ser a “Las Vegas caribenha” devido aos seus cassinos. Estavam sendo apurados os possíveis crimes de facilitação de contrabando, descaminho e prevaricação.

Em maio de 2025, Ciro Nogueira já havia utilizado outro jatinho de Fernandin OIG para uma viagem à Europa, justamente no momento em que o empresário era alvo da CPI das Bets no Senado, colegiado criado para apurar irregularidades no setor.

O pincipal ponto da investigação da PF, no entanto, não é apenas a carona de luxo, mas o que aconteceu no desembarque. Segundo os autos, o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria autorizado que o piloto do jato, José Jorge de Oliveira Júnior, passasse com cinco volumes (bagagens) por fora do equipamento de raio-X.

Embora o Ministério Público Federal (MPF) não tenha confirmado a quem pertenciam as malas, a presença de quatro autoridades com foro privilegiado no vo junto de Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), forçou o envio do caso ao STF. O MPF alertou para a possibilidade de que a continuidade das investigações revele o envolvimento direto dos parlamentares no delito ou em “outras práticas delitivas”.

Hugo Motta admitiu que estava no voo, mas assegurou que cumpriu todos os protocolos da legislação aduaneira. Já Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões, assim como o empresário Fernandin OIG, não se pronunciaram até o momento.

A Receita Federal informou que sua corregedoria apura desvios funcionais em sigilo, sem confirmar se há processo específico contra o auditor Canella. O inquérito havia chegado ao STF no final de abril e entregue a Moraes, que decidiu encaminhar o caso para manifestação da PGR antes de tomar a decisão sobre a continuidade da investigação envolvendo os parlamentares.




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