2h. PS rejeita comissão de inquérito sobre Base das Lajes – Observador

2h. PS rejeita comissão de inquérito sobre Base das Lajes – Observador



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As notícias com Matilde Malva Sabino. A posição do Irão mantém-se inalterada nas negociações com os Estados Unidos e trava os progressos. É o que revelam fontes da mediação ao Wall Street Journal. Apesar do otimismo de Donald Trump, que justificou a suspensão dos ataques planeados para esta terça-feira com supostos avanços diplomáticos, nada mudou. O impasse em torno de propostas que já falharam anteriormente, alimenta as dúvidas dos mediadores sobre a viabilidade de uma saída para o conflito a curto prazo. O Irão continua em desacordo com as exigências norte-americanas em relação ao fim definitivo do programa nuclear e também não abdica de exigir o fim dos combates, compensações financeiras pelos danos da guerra e o controle sobre o estreito de Ormuz. Contrariamente ao que avança o Wall Street Journal, o vice-presidente dos Estados Unidos garante que as negociações com o Irão estão a correr bem. J.D. Vance insiste que foram feitos muitos progressos, mas não descarta a possibilidade de novos ataques.

O vice-presidente dos Estados Unidos está disposto a chegar a um acordo, desde que os iranianos estejam dispostos a voltar a reunir-se conosco sobre a questão fundamental de nunca possuírem armas nucleares. Consideramos que fizemos muitos progressos. Acho que os iranianos querem chegar a um acordo. O presidente dos Estados Unidos pediu-nos para negociarmos de boa-fé e foi exatamente isso que fizemos. Portanto, estamos numa posição bastante favorável, mas existe uma opção B, e a opção B é que poderíamos reiniciar a ofensiva militar para continuar a levar o caso adiante e a tentar alcançar os objetivos militares dos Estados Unidos. E poderíamos falar um pouco sobre como isso se traduziria, mas não é isso que o presidente quer e creio que os iranianos também não.

A garantia do vice-presidente norte-americano, em conferência de imprensa em Washington. J.D. Vance falou também sobre os militares norte-americanos destacados na Europa e afasta uma retirada total dos contingentes, apesar de admitir uma redistribuição de acordo com os interesses de segurança de Washington. O vice-presidente dos Estados Unidos diz que é uma oportunidade para o velho continente assumir mais responsabilidades. E pela primeira vez, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução para limitar poderes de guerra de Donald Trump contra o Irão. A medida tem como objetivo restringir a capacidade do presidente norte-americano de lançar operações militares contra o Irão sem autorização parlamentar, com 50 votos a favor e 47 contra. A moção aprovada assinala uma vitória para os democratas, depois de sete tentativas sem sucesso. A resolução, liderada pelo senador Tim Kaine, determina que o presidente deve retirar as Forças Armadas de quaisquer hostilidades contra o Irão, a menos que exista uma declaração de guerra explícita ou uma autorização específica do Congresso. O secretário-geral do PS rejeita acompanhar o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda numa comissão de inquérito sobre o uso da Base das Lajes, mas insiste no pedido de explicações ao Ministro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento, a propósito das declarações do secretário de Estado norte-americano. Em causa, a versão apresentada por Marco Rubio de que Portugal autorizou o uso da base militar antes de conhecer os objetivos da operação dos Estados Unidos contra o Irão. Em entrevista esta noite ao canal Nau, José Luís Carneiro acusa Paulo Rangel de nervosismo na resposta a estas dúvidas.

Considerando que países aliados de Portugal, o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Itália, atuaram de forma diferente daquela que foi a atuação do governo português, o Partido Socialista tem um dever, porque aquilo que nos foi transmitido não corresponde àquilo que foi transmitido pelo secretário de Estado norte-americano. Qual é o dever do Partido Socialista? Exigir o escrutínio no Parlamento, nomeadamente na Comissão dos Negócios Estrangeiros.

E esse escrutínio passa por uma comissão de inquérito?

No nosso entender, não é necessário uma comissão de inquérito, porque é normal, é regular, que o ministro dos Negócios Estrangeiros responda às perguntas que lhe são feitas pelos deputados.

José Luís Carneiro desafia Paulo Rangel a revelar quem diz a verdade, o governo português ou o norte-americano. Ainda nesta entrevista ao Nau, Carneiro confirmou que o PS vai votar contra a proposta laboral do governo, na generalidade. O líder socialista afirma que é preciso ajustar os termos da lei do trabalho, mas não nas condições apresentadas.

Eu queria ser claro. Nós votaremos contra, na generalidade, na proposta que o governo apresentou na Assembleia da República, como já disse, mas temos uma proposta global, que é uma proposta que recupera o que foi feito, o acordo de médio prazo de melhoria de rendimentos, de salários e da competitividade. Todos reconhecemos que temos que ter uma economia mais produtiva, que crie mais riqueza, que pague melhor salários.

José Luís Carneiro admite ajustes à lei do trabalho ligados à transição digital e à inteligência artificial. O líder do Chega insiste em manter a descida da idade da reforma em eventuais negociações com o governo no âmbito da reforma laboral, ainda que André Ventura não especifique qual o tempo de redução que o Chega pretende.

Vamos descer a idade da reforma. Nós temos que descer a idade da reforma, ela está num patamar muito elevado. As pessoas merecem ter uma idade da reforma, por exemplo, que possa ser feita a partir dos 40 anos de descontos, que era o que tínhamos antes. Era a regra que tínhamos antes e que era consensualmente aceita.

Uma linha vermelha para André Ventura, que esclarece que travar a subida da idade da reforma este ano não basta para mudar o sentido de voto em relação à reforma laboral. O ministro da Economia e da Coesão recusa constrangimentos no turismo em Portugal por causa do aumento do preço dos combustíveis. Manuel Castro Almeida afirma que o combustível para aviões não vai ser um problema, com as constantes subidas nos preços do petróleo, o governante assegura que pelo menos falhas não vai haver. E quanto aos portugueses, o ministro apela a que façam férias cá dentro.

Com os dados que nós temos hoje, não será um problema a componente do turismo por causa do efeito do combustível dos aviões.

O nosso ponto é acentuar esta realidade que as pessoas não devem esquecer. Houve um problema grave no centro do país, na região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário. Na hora de fazer escolhas, apelamos a que o país se lembre de que é solidário e que esta região precisa mais do que as outras.

Relativamente ao poder de compra dos portugueses, com este aumento de preços, o ministro Manuel Castro Almeida lembra que cada um faz as férias que pode fazer. O risco de pobreza em Portugal desceu pelo segundo ano consecutivo em 2025. No entanto, os números ainda são alarmantes: ainda atinge mais de 1,6 milhão de pessoas. São dados do relatório “Portugal: Balanço Social”, que vai ser apresentado esta quarta-feira. O risco de pobreza desceu para 15,4%, menos 1,2 pontos percentuais face a 2024, continuando a trajetória de descida iniciada em 2023. O documento revela ainda que os grupos mais vulneráveis são os desempregados, famílias monoparentais e pessoas com menor escolaridade. Mas em relação ao futuro e com o aumento do custo de vida, é provável que os portugueses comecem a fechar os cordões à bolsa, explica uma das autoras do relatório, Susana Peralta.

O rendimento real diminui por causa da inflação e, portanto, se calhar vais ver menos pessoas a responder que conseguem gastar algum dinheiro consigo próprio, menos pessoas a dizer que consomem proteínas todos os dias, em dias alternados, menos pessoas a dizer que têm capacidade econômica para convidar amigos, conhecidos e familiares a casa para alguns eventos sociais pontuais.

Susana Peralta, também comentadora da Rádio Observador, não antevê números risonhos para os próximos anos.

Se houver uma contração da economia, é muito difícil que a pobreza não aumente. Se houver uma desaceleração da economia, que é o cenário mais provável neste momento, o que pode vir a acontecer é que a pobreza não diminua a um ritmo tão acelerado. Agora, de facto, a inflação vai refletir-se mais diretamente e rapidamente nas medidas de privação do que propriamente na medida de pobreza.

Susana Peralta, em declarações à Rádio Observador. O relatório do Balanço Social 2025 é uma iniciativa da Fundação la Caixa, BPI e Nova SBE. “É Tuga ou Nada”, assim se chama a música de apoio à Seleção Portuguesa de futebol no Mundial deste ano. Foi apresentada esta terça-feira, dia em que foram também conhecidos os convocados de Roberto Martínez. Sam the Kid criou a música e convocou, Ricardo Lopes, quatro rappers para criar a letra e dar voz a esta canção.

Yeah! É tuga ou nada. Bora!

“É Tuga ou Nada”. É este o mote que dá nome ao tema oficial de apoio à seleção. Sam the Kid fez de selecionador nacional e convocou quatro rappers para entrar em campo.

Chamei o Papillon, chamei o Bispo, o Sir Scratch e o Gsan.

Como qualquer selecionador, explica as decisões e admite que outros nomes também encaixariam na tática definida.

Eu sabia que queria dois rappers, dois rappers e alguém no refrão. Neste caso, o Gsan também ficou no refrão e em uma das pequenas partes do verso. Se houvesse espaço para um quinto rapper que ocupasse o refrão, seria o Plutónio.

Gsan, que ficou encarregue do refrão “orelhudo”, recorre ao passado para projetar o futuro.

Acho que é incrível. Eu estou me a lembrar agora do Euro de 2016, em que fomos campeões. Estou me a lembrar e é claro que daqui a 10 anos eu quero que os meus putos, os filhos do Skratch, lembrem e digam: “Eles escreveram aquela cena”.

Com as expectativas em alta, Sir Scratch lança um desafio.

Eu já imagino a cantarmos esta música na final. Agora já fizemos a nossa parte. Agora, o desafio que a gente faz aos jogadores é: nós queremos cantar, seja no balneário ou com a equipe, na final.

A caminhada da seleção das quinas começa já a 17 de junho. Até lá, cabe-nos a nós decorar este hino de apoio.

Portugal, Portugal, Portugal.

O trabalho do jornalista Ricardo Lopes, que esteve a acompanhar a apresentação da música de apoio à Seleção Portuguesa de futebol na Copa do Mundo, que arranca a 11 de junho. E foi a notícia de fecho deste jornal. A informação volta às 14h30. Até já.





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