Estas são as 10 economias com as maiores taxas de juros do mundo em 2026; veja posição do Brasil

Estas são as 10 economias com as maiores taxas de juros do mundo em 2026; veja posição do Brasil


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  • Dados da Trading Economics apontam que as 10 maiores taxas básicas de juros em 2026 concentram‑se em economias emergentes com inflação alta e instabilidade política.
  • A Venezuela lidera o ranking com 58,6% ao ano, seguida pela Turquia (37%) enquanto sua inflação ao consumidor chegou a 32,37% em abril de 2026.
  • A Argentina figura na lista com juros de 29% ao ano, na tentativa de conter uma das maiores inflações globais.
  • O agravamento do conflito no Oriente Médio interrompeu a tendência mundial de redução de juros iniciada em 2024.

Segundo dados compilados pela plataforma Trading Economics, as economias com as maiores taxas básicas de juros do mundo em 2026 são principalmente as de países emergentes ou submetidos a crises cambiais de longo prazo, marcados por inflação persistente e instabilidade política.

Os juros são um instrumento de controle de preços e funcionam para combater os efeitos mais drásticos da inflação.

Quando os bancos centrais aumentam a taxa de juros da economia, isso tem efeito negativo sobre o crédito e atua de maneira a desestimular o consumo e os investimentos, e, dessa forma, reduz a demanda geral por produtos e serviços da economia, o que ajudaria a conter eventuais altas nos preços causadas por movimentações da demanda.

Em países emergentes, os juros também têm outra função estratégica: impedir desvalorização cambial e a fuga de capital estrangeiro.

Em meio à desaceleração da economia global, afetada por guerras regionais, choques energéticos e volatilidade financeira, o ranking dos maiores juros é liderado pela Venezuela, país altamente dependente das exportações de hidrocarbonetos, com taxa de 58,6% ao ano, seguida pela Turquia (37% ao ano), que sofre de inflação persistente.

A inflação anual ao consumidor acelerou para 32,37% na Turquia em abril de 2026.

Segundo análises especializadas, a intensificação do conflito no Oriente Médio interrompeu o ciclo global de redução de juros que vinha ocorrendo desde 2024 e prometia recolocar o mundo nas taxas pré-pandêmicas.

Entre os países latino-americanos da lista, aparece a Argentina, com juros de 29% ao ano em meio à tentativa do governo de controlar uma das maiores inflações do planeta.

O país é o quarto no ranking das maiores inflações do mundo, com taxa de 30,4%. O primeiro lugar fica com outro país da América do Sul: a Venezuela, que já soma 387,4% de inflação acumulada.

Confira, abaixo, o ranking das 10 economias com as maiores taxas de juros do mundo em maio de 2026:

Venezuela — 58,6%
Turquia — 37%
Zimbábue — 35%
Argentina — 29%
Sudão — 28,3%
Iêmen — 27%
Nigéria — 26,5%
Malawi — 24%
Irã — 23%
Líbano — 20%

Fonte: Trading Economics

O Brasil fica no 20º lugar mundial da lista, com taxa ajustada para 14,5%.

Diversos países do ranking enfrentam guerras civis, sanções internacionais ou mudança institucional.

O Irã, com juros de 23%, tenta conter os efeitos inflacionários provocados pelas sanções ocidentais e pela guerra regional no Oriente Médio.

Já Sudão, Iêmen e Líbano enfrentam cenários ainda mais críticos, marcados pela destruição da infraestrutura petrolífera, por crises cambiais sucessivas e ruptura institucional.

Nigéria e Egito também aparecem entre os maiores juros do mundo devido à combinação entre inflação, dívida externa e pressão cambial. Nos últimos anos, países africanos importadores de alimentos e combustíveis sofreram fortemente com a valorização do dólar no mercado internacional, o aumento nos custos de energia, a alta dos alimentos e a fuga de capitais.

Enquanto economias emergentes convivem com juros de dois dígitos, países desenvolvidos mantêm taxas muito inferiores. O Japão, por exemplo, opera com juros próximos de 0%, assim como a Suíça. A zona do euro gira em torno de 2%, e os EUA, entre 3,5% e 4,5%, resultado de uma melhor capacidade de financiamento de dívidas e de riscos cambiais muito menores.




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