2h. 23 saíram em Sta Helena sem fazer quarentena – Observador

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Boa noite, eu sou o Martim Madeira. São 2h da manhã, está na hora de atualizar toda a informação com a Rádio Observador. Começamos com o internacional e com o cruzeiro que está ainda no Atlântico, infetado com o Antivírus. Um passageiro deste cruzeiro revela que 23 pessoas saíram em Santa Helena e não fizeram quarentena. Uma informação do jornal espanhol “El País”, que diz que estes 23 passageiros seguiram para os respectivos países sem passar por nenhum tipo de quarentena. Por agora, o cruzeiro está a caminho das Ilhas Canárias, onde chega daqui a três dias. Outro jornal espanhol, o “El Mundo”, noticia que o avião que vai transportar os passageiros das Canárias a Madrid, onde depois vão estar num hospital militar que vai tratar da quarentena destes passageiros, não tem autonomia suficiente e vai ter de fazer escala algures na Península Ibérica, portanto, até pode mesmo calhar que faça escala em Portugal. Passamos para o conflito no Médio Oriente. Foi revelado o porquê da suspensão feita por Trump da Operação Liberdade. De acordo com a MSNBC, o presidente norte-americano decidiu suspender a operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz, depois de a Arábia Saudita ter informado os Estados Unidos que não iria permitir que as Forças Armadas norte-americanas operassem aeronaves a partir da base aérea Príncipe Sultão, nem sobrevoassem o espaço aéreo saudita para apoiar esta operação. São declarações que a MSNBC teve com fontes oficiais da Casa Branca, que dizem ainda que depois destas declarações por parte da Arábia Saudita, de que não iriam permitir que as forças norte-americanas sobrevoassem o espaço aéreo, nem operassem na base aérea, ocorreu uma chamada entre Trump e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que não resolveu a questão, afirmaram as duas autoridades norte-americanas, obrigando o presidente norte-americano a suspender este projeto para restabelecer o acesso das Forças Armadas dos Estados Unidos ao espaço aéreo, que é crítico neste conflito. O Irão está a rever a proposta de paz dos Estados Unidos, uma garantia dada pela agência de notícias iraniana ISNA, que cita um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. E embora este acordo ainda não esteja confirmado por Teerão, ainda está a ser revisto, o presidente norte-americano garante que a perspectiva de um consenso é grande.
Estamos a lidar com pessoas que querem muito chegar a acordo. Vamos ver se conseguimos ou não chegar a algo que seja satisfatório para nós. Temos tudo sob controle. O bloqueio que estamos a fazer é inacreditável. A Marinha tem sido incrível. Conseguiram criar uma muralha de aço, ninguém consegue passar. Em particular os iranianos, que não conseguem passar nem por um lado nem pelo outro, estão fora do negócio. Vamos ver se conseguimos chegar a acordo. Se não conseguirmos, vai acabar por acontecer de uma forma ou de outra.
Declarações de Donald Trump sobre o Irão. Esta proposta norte-americana visa o finalizar no conflito. No entanto, uma notícia da Reuters escreve que, de acordo com várias fontes, ainda há questões-chave a resolver, como a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Lula da Silva está a caminho de Washington para se encontrar com Donald Trump. O encontro foi solicitado pelo presidente norte-americano, que diz que vai ser encarado como uma reunião de trabalho e não como uma visita de Estado, num momento de tensão entre o Brasil e os Estados Unidos. Em cima da mesa vão estar a geopolítica na América Latina, no Médio Oriente e na ONU, mas também as eleições presidenciais brasileiras de outubro. Passamos para o panorama nacional. José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de falhar na saúde. Afirma que pior era impossível. O líder do Partido Socialista acusa Luís Montenegro de ser o responsável por manter em funções uma ministra que perdeu há muito a autoridade política e sublinha que os problemas não foram resolvidos, como pelo contrário, até agravaram. Vamos ouvir as declarações de José Luís Carneiro.
O primeiro-ministro falhou de uma forma clara, de uma forma inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses. Ele prometeu em seis meses encontrar um plano de ação para responder à saúde. O que é certo é que o plano de ação que o primeiro-ministro apresentou não resolveu os problemas que visava resolver. Pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde. Pior é impossível.
José Luís Carneiro tem ainda um alerta a fazer sobre a eventual revisão constitucional.
Há algo que eu sei. Há quem utilize a Constituição para distrair as pessoas daquilo que é essencial. A saúde é mesmo um tema essencial.
Acha que é isso que esta revisão constitucional pretende fazer?
Não tenho dúvidas.
Declarações de José Luís Carneiro à margem da Gala de Liberdade que decorreu no Barreiro. Luís Montenegro promete lutar contra o que diz ser a intransigência no que toca à lei laboral. O primeiro-ministro diz que o governo não vai desistir nem ficar refém do que considera imobilismo. Promessa feita nos discursos dos 52 anos do PSD, onde Miguel Gato esteve também presente. Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois de 10 anos na Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa regressou a um evento do PSD.
Estamos aqui hoje para, em simultâneo, homenagearA nossa querida Conceição e recordar a fundação de uma casa a que ela esteve ligada desde o início.
O antigo presidente da República marcou presença num evento que juntou o aniversário número 52 do partido a uma homenagem a Conceição Monteiro, militante número dois do PSD, e fez um discurso sem mensagens políticas. A seguir, falou Luís Montenegro, que diz contar com Marcelo daqui para a frente.
Quero dizer-lhe que é com todo o afeto e também com gratidão por tudo aquilo que tem feito e fez na presidência, que nós, na sua casa, na sua família, o tornamos a acolher. Não podemos expressar as suas opiniões, porque há esse compromisso, mas podemos contar consigo e vamos contar consigo.
O presidente do PSD promete honrar o passado do partido, nomeadamente os dois principais convidados.
Cara Conceição, caro Marcelo, vamos continuar a governar exatamente fiéis a este princípio.
E numa altura em que o governo tenta fazer mudanças em várias frentes, com a reforma laboral ainda como tema quente, Luís Montenegro deixa ainda uma garantia.
Sendo este também um governo de concertação, é um governo que obviamente não vai desistir. Nós já demos muitas mostras de cedência. O que não podemos é ficar reféns da intransigência ou ficar reféns do imobilismo.
A promessa deixada por Luís Montenegro no aniversário do PSD, que contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa.
Uma peça jornalística do jornalista Miguel Gato. Luís Montenegro assegura também que vai continuar concentrado e focado em dar ao país mais instrumentos para o que entende ser um país produtivo e competitivo. O Chega vai insistir na redução da idade da reforma. No entanto, André Ventura já ensaia uma mudança de discurso para que este não seja, afinal, uma questão decisiva para dar luz verde à nova lei laboral, mas o debate sobre a medida é para ser feito.
É legítimo, já discordámos no passado. Certamente que discordaremos no futuro em muitas matérias. Eu só vos posso dizer, enquanto presidente do Chega, aquilo que eu acho que é o caminho que devemos fazer, independentemente das posições do atual primeiro-ministro e de outros primeiros-ministros. Eu acredito que isto tem que ser levado até ao fim. Há pessoas que gostam, há os que não gostam.
É uma ideia para debate.
É uma ideia para debate e é uma ideia para avançar.
No debate quinzenal disse que sem isso não havia reforma e agora disse que a questão não é votar contra a reforma.
Portanto, já têm aí a resposta, se eu disse uma coisa dessas. Mas se isto for de um impacto de 400 milhões, de 500 milhões, de mil milhões, justifica perfeitamente o que estamos a fazer pelos portugueses.
Já sobre a revisão constitucional, que vai apresentar esta quinta-feira, André Ventura admite deixar cair algumas das medidas mais polémicas. O Partido Socialista acusou o Chega de destruir as escolas e gerou-se um momento de tensão no Parlamento. Foi durante a reunião plenária da Assembleia da República. Porfírio Silva, do PS, sublinha o que diz serem os maus exemplos do Chega dados aos alunos com gritarias e indisciplina, por exemplo, na Assembleia da República. Marta Caramelo Nobre.
Depois da resposta do deputado do Chega Rui Cardoso, que acusou os socialistas de não terem propostas para combater o aumento da violência nas escolas, o deputado Porfírio Silva relembra a proposta apresentada pelo partido e culpa o Chega de dar o exemplo de violência.
Uma parte dos problemas que nós temos na sociedade são os maus exemplos, são as gritarias, são a indisciplina, é a violência na relação entre as pessoas. E nessa matéria, o senhor deputado é mestre.
Clima de agitação na bancada do Chega e Porfírio Silva aproveita para dar o recado.
É isto! É esse o exemplo que os senhores dão às escolas. É esse o exemplo que os senhores dão às escolas. É isso mesmo. É por isso que os senhores são os destruidores da escola.
Mais tarde, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, pediu a defesa da honra da bancada.
Eu não posso ouvir, senhor presidente, que o senhor deputado Porfírio Silva tenha, não insinuado, mas dito mesmo, que a culpa da violência das escolas é dos deputados do Chega.
E devolve as críticas ao Partido Socialista.
Senhor deputado, a culpa da violência das escolas não é desta bancada parlamentar, é da inação do Partido Socialista. Durante anos, e anos, e anos, esqueceram a escola pública, senhor deputado.
Na resposta, Porfírio Silva deixa um aviso.
Eu não sou fácil de intimidar, nem com berraria, mesmo que seja de um líder parlamentar.
Um momento de tensão entre o Partido Socialista e o Chega na sessão plenária do Parlamento, aqui narrado pela jornalista Marta Caramelo Nobre. Notícia de fecho deste jornal das 14h. A informação está de regresso às 14h30. Portanto, até já.
