“O Porto tem uma maneira de estar especial” – Observador

“O Porto tem uma maneira de estar especial” – Observador



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Domingos Gomes, histórico médico do Futebol Clube do Porto. Bem-vindo à Rádio Observador, obrigado por estar conosco. Como é que reage a esta conquista dos azuis e brancos?

Olá, boa noite. Primeiro, com alegria. Segundo, com alegria em ouvir o Inácio.

Boa noite, Antônio.

Boa noite, meu querido.

Grande abraço.

Com um caráter vindo de um outro clube, rapidamente foi buscar o caráter daquilo que se fazia dentro do Futebol Clube do Porto. Jogar, lutar até ter uma lesão com algum pormenor, mas que ultrapassou rapidamente e é um treinador de grande inteligência e grande pessoa, com a admiração profunda que tenho pelo Inácio. De modo que dou-lhe aquele abraço que não tenho encontrado, mas pelo menos através da rádio também é ótimo. O que eu queria realmente citar neste momento é que estou de acordo com aquilo que ele disse, que é verdade. Na verdade, há duas pessoas aqui vencedoras, mas realmente eu começo sempre por uma parte. Depois de 30 anos em um banco, quase que já sabia de treino, mas não é assim. É uma coisa muito importante que não queria esquecer neste momento. Primeiro, porque dentro do Futebol Clube do Porto, o clube tem uma maneira de estar muito especial e o jogar à Porto tem toda a razão de ser. Primeiro, porque tem uma massa associativa fantástica, grata e importante. Isso é um ponto. Outra parte muito importante que eu acho é que concordo exatamente com o Inácio, é o treinador. O futebol, no meu tempo, mudou muito. Esta frequência de jogos é terrível para os jogadores, que os jogadores do Porto ultrapassaram muito bem, mas quem tinha a inteligência, a capacidade para pôr a equipa e os jogadores a jogarem em equipa é realmente do treinador principal. Com certeza, porque não temos de meter logo nas primeiras linhas o presidente, também sabe da poda e, portanto, como sabe da poda, alguma coisa ia dizendo e isso era importante. Uma lembrança muito especial para uma pessoa com um caráter especial, que era o Jorge Costa, e que também logo nessas primeiras palavras, ele não falava muito, mas logo nas primeiras partes, na formação da equipa, já transmitiu realmente a filosofia que está no meio disso tudo. Ora, os fatores arbitrários, mas há um grupo de pessoas muito importante, que são os atletas. Normalmente, como dizia o Inácio, lembramo-nos deles quando perdemos, quando ganhamos, etc. Mas, na verdade, no momento deste estamos que nos relembrar os jogadores. E são realmente pessoas fantásticas. Quando estava a ver jogar o Porto, lembrava-me sempre de uma coisa muito importante: quer queiramos, quer não, não há maneira de jogar assim ou assado. Há maneira de jogar ao Porto e isso tem um somatório de fatores e uma filosofia muito própria que só pessoas como o Inácio, por esteve lá como jogador, como treinador, como pessoa fantástica que é, e não estou a passar-lhe o nome pela cabeça que está muito longe, mas é verdade.

Mas este Porto jogava a Porto, Domingos Gomes?

Demais. Ele sabe o que é um bíceps femoral, porque é rara a lesão desse músculo, e ele teve uma rotura na Amora, nunca me esqueço, que a jogar e a fazer um centro, arrebentou com ele.

Conhece aqui o boletim clínico todo? Tem lá na memória ainda.

Não, eu não tive muitos boletins médicos.

Foi uma lesão junto ao tendão mesmo.

Foi, foi o tendão. O bíceps femoral.

Exatamente.

Um chato que está ali sempre. E foi operado, ficou muito bem. E fora isso, onde é que se impôs? Porque também como treinador, era um indivíduo fantástico. Era um indivíduo fantástico esse homem que está aí.

Domingos Gomes. Para terminar.

O técnico teve uma inteligência fantástica naquilo, como eu já repeti, que fez. O presidente claramente que está por trás disso tudo, com certeza. E portanto, até aí, não temos dúvida nenhuma que há um grupo de pessoas que nesse momento a gente não se pode esquecer, mas também não se pode lembrar, porque isto tem todo o sentido. Parabéns a todos.

Sim.

E que continuem, não desaprendam o jogar à Porto. Aquilo tem uma filosofia própria, não é, Inácio? Tem uma coisinha. É próprio.

É próprio. É o tal ADN Porto, não é?

Exatamente, é o ADN.

Domingos Gomes, muito obrigado por ter estado conosco. Vamos ouvir agora Francesco Farioli. Desejo uma boa noite e que possa fechar também este assunto.

Parabéns e muito obrigado pela sua telefonema. Muito obrigado. Um abraço, Inácio.

Um abraço, Antônio. Um grande abraço pra você.

Um abraço.

Obrigado, Domingos Gomes.





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