Polícia do Rio deflagra operação que mira braço financeiro do Comando Vermelho – CartaCapital

Polícia do Rio deflagra operação que mira braço financeiro do Comando Vermelho – CartaCapital



Polícia do Rio deflagra operação que mira braço financeiro do Comando Vermelho – CartaCapital

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira 29, uma operação para desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho, responsável pela movimentação e ocultação de recursos oriundos do tráfico de drogas.

A operação mira traficantes ligados a ‘Marcinho VP’, liderança central da facção; o filho de Marcinho, o rapper Oruam, também estaria entre os alvos, além de familiares. Até o momento, um criminoso foi preso.

A Polícia afirma ter identificado, por meio de investigações realizadas ao longo de um ano, a engrenagem financeira utilizada pela organização criminosa: um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no circuito econômico formal. As apurações, segundo a corporação, tiveram como base a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras.

Ainda segundo os agentes, recursos provenientes do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilícita dos recursos. A apuração apontou ainda a atuação coordenada de diversos integrantes, incluindo operadores responsáveis por intermediar transações sucessivas com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

A investigação identificou diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e um miliciano. Segundo os agentes, as conversas reforçam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, como liderança central da facção, mesmo após anos de encarceramento.

A Polícia afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos. A reportagem de CartaCapital pediu um balanço da operação, até o momento, à Polícia Civil e aguarda manifestação.

A ação é um desdobramento da ‘Operação Contenção’ que, em outubro de 2025, deixou 122 mortos nos complexos da Penha e Alemão, sendo considerada a mais letal da história do País.



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