Falta de meios humanos e milhares de processos atrofiam Câmara da Marinha Grande
O presidente da Câmara da Marinha Grande concorda com o ministro da Coesão Territorial quando diz que as câmaras do centro do país não têm capacidade necessária – meios humanos – para despachar tantos pedidos de ajuda recebidos. Uma falta de capacidade que se deve ao “empurrar” para cima das autarquias a responsabilidade de ligar com mais de 20 mil processos sem meios.
O autarca Paulo Vicente diz mesmo que este é apenas uma de muitas questões que colocam muitos problemas às câmaras, impossibilitado o despacho atempadamente das solicitações e ajudas e devolve ao Governo a responsabilidade por atrasos tão grandes.
Refere mesmo que a administração central criou um circuito, para estes processos, que sobrecarrega e penaliza as autarquias.
O presidente da câmara da Marinha Grande retrata uma autarquia esmagada pelo volume de trabalho, lembrando que os técnicos camarários também têm de ir ao terreno para fazer a recuperação dos danos que a tempestade provocou, atrofiando o trabalho mais burocrático.
O ministro da Coesão contudo deu um horizonte de dois meses – até ao final de junho para o processo estar concluído.
