VÍDEO: A zoeira imperdível de Porchat com o curso de Cazarré “pra virar homem”

VÍDEO: A zoeira imperdível de Porchat com o curso de Cazarré “pra virar homem”


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  • O ator Juliano Cazarré anunciou, nos últimos dias, um curso que promete “ensinar homens a serem homens”, gerando forte reação pública.
  • Especialistas e internautas classificaram a iniciativa como misógina e desconectada da realidade de violência contra as mulheres no Brasil.
  • O humorista Fábio Porchat respondeu com um vídeo satírico filmado em cachoeira, interpretando um “gestor de crise” que ridiculariza o curso.
  • O caso se insere na expansão de influenciadores conservadores que lucram com a insegurança masculina, conhecida como movimento “redpill”.

O mundo do entretenimento brasileiro foi pego de surpresa há alguns dias, e não por um novo papel de destaque ou uma atuação brilhante, mas pela mais nova “empreitada” do ator Juliano Cazarré. Conhecido por suas posições ultrarreacionárias e por ser uma das poucas vozes declaradamente bolsonaristas no mundo artístico, em especial na Globo, Cazarré resolveu anunciar um curso focado na “masculinidade”. A iniciativa, que promete “ensinar homens a “serem homens”, virou alvo imediato de críticas pesadas, sendo classificada por especialistas e internautas como um conteúdo misógino e desconectado da realidade.

Num Brasil em que os índices de feminicídio e violência doméstica atingem números alarmantes, a pregação de uma masculinidade arcaica soa, para muitos, como um combustível perigoso. Mas, como o deboche é a arma mais afiada contra o absurdo, Fábio Porchat decidiu entrar em cena para colocar as coisas em seu devido lugar: no campo do ridículo.

O esquete: Banho de cachoeira e virilidade de papel

No vídeo que viralizou nas últimas horas, Porchat aparece em uma locação externa, devidamente posicionado dentro de uma cachoeira, cenário clássico desses “gurus” da masculinidade tóxica, interpretando seu personagem Mauro César, “o gestor de crise”. Com o tom sarcástico que é marca registrada do integrante do Porta dos Fundos, o humorista encarna um personagem que liga para Cazarré para elogiar sua “iniciativa” e se colocar à disposição para participar do “curso”, deixando o tempo todo pistas de que sua heterossexualidade não é tão convicta assim.

Veja o vídeo de Porchat:

A onda dos redpills e a montanha dos Legendários

A “escola de homens” de Cazarré não é um fenômeno isolado, mas parte de uma onda preocupante de influenciadores e grupos reacionários que lucram com a insegurança masculina. É impossível não traçar paralelos com o famigerado grupo “Legendários” (não o programa de TV, mas a seita de treinamentos), no qual homens pagam verdadeiras fortunas para serem submetidos a privações de sono, trilhas extenuantes e discursos que reforçam o patriarcado sob o manto da “espiritualidade cristã” e do “autoconhecimento”.

Essas iniciativas, muitas vezes ligadas ao movimento “redpill”, pregam um distanciamento da sensibilidade e uma postura de dominância que ignora as conquistas sociais das mulheres. Enquanto o país luta para educar as novas gerações sobre igualdade e respeito, figuras como Cazarré utilizam sua plataforma para sugerir que o problema do mundo moderno é a “falta de virilidade”.






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