‘Arremessador de elite’: o obituário de Oscar Schmidt no The New York Times

‘Arremessador de elite’: o obituário de Oscar Schmidt no The New York Times



O The New York Times publicou neste sábado, 25, o obituário de Oscar Schmidt, jogador de basquete brasileiro chamado pelo jornal americano de “superstar” e “máquina de pontuar”. A lenda do esporte brasileiro morreu no último dia 17, aos 68 anos. O texto lembra que Oscar, apelidado de Mão Santa, rejeitou sua entrada na NBA e foi imortalizado no Hall da Fama. “Schmidt, um ala de 2,03 metros, foi um dos maiores pontuadores do mundo – e um arremessador de elite”, diz a publicação, lembrando uma entrevista do atleta para um documentário da NBC Sports exibido em 2016, durante a Olimpíada no Rio. “Não havia um arremesso de que eu não gostasse”, disse ele, considerado mestre dos 3 pontos. “Gosto de todos porque pratiquei todos. Faço mais de mil arremessos por dia. Então, me dê a bola. Se você não quiser que eu arremesse, não me passe a bola”.

O jornal afirma que o astro brasileiro era conhecido por sua “personalidade forte e ousada”, sendo considerado “o melhor jogador a nunca ter atuado na NBA”. O obituário recorda os grandes feitos do Mão Santa, como os 49.973 pontos acumulados ao longo de 29 anos com as seleções brasiileiras e olímpicas e clubes nas ligas brasileira italiana e espanhola – o total só foi superado por LeBron James. “Em uma atuação possivelmente a mais eletrizante de sua carreira, Schmidt marcou 46 pontos e liderou o Brasil a uma vitória surpreendente por 120 a 115 sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis”, destaca o The New York Times, acrescentando que o jogo era considerado pelo atleta a sua maior atuação no basquete. 

Schmidt, ressalta o repórter Richard Sandomir, conquistou o respeito de jogadores da NBA como  Larry Bird, Charles Barkley e Kobe Bryant. “Se eles fossem altos, ele os driblava”, disse Bird sobre a habilidade do jogador em arremessar contra praticamente qualquer um. “Se fossem baixos, ele os marcava de costas para a cesta”. 

Nascido em Natal, Oscar morreu em Santana de Parnaíba, no estado de São Paulo. Ele foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e passou por uma cirurgia em 2013. Em 2022, lembra o jornal americano, o atleta declarou que estava curado. 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade



Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *