AWS com zona local em Portugal para “responder à procura” – Observador

AWS com zona local em Portugal para “responder à procura” – Observador



Queria explorar o tema da resiliência, porque já há concorrentes que nos contratos colocam determinadas cláusulas de segurança [para os dados]. A AWS também tem esse cuidado?
Temos mais de uma centena de certificações na nossa cloud e os nossos termos e condições são públicos e facilmente consultáveis. Inclusive, temos também diferentes e diversos auditores que certificam que não é só a AWS que o diz, mas que, na realidade, o que dizemos e as melhores práticas que apregoamos são realmente postas em prática. Até hoje tem sido um descanso para os nossos clientes.

Além destas três local zones que foram criadas para suportar a da Alemanha, há previsão de mais localizações do género? O que é que está nos planos da AWS?
Não há nenhum anúncio ainda público. Como disse, 90% do roadmap tecnológico da AWS advém diretamente daquilo que auscultamos dos nossos clientes. Continuamos nas diferentes geografias a trabalhar diretamente com os nossos clientes e perceber onde é que é necessário fazer o investimento. É uma questão em aberto, mas neste momento não tenho informação que possa partilhar sobre quais é que possam ser ou não as próximas localizações ligadas a esta cloud soberana.

Foi apresentado um estudo de impacto económico para Portugal, em que é mencionado um potencial impacto de 3 mil milhões de euros para o PIB. Mas qual é o horizonte temporal do estudo? Há alguma data concreta para este valor se revelar?
Este estudo incide sobre a fase de construção, vamos dizer assim, e os primeiros cinco anos de atividade. Acreditamos que, nesse espaço temporal, o impacto direto no PIB português será muito próximo dos 3 mil milhões de euros. Normalmente, comunicamos em dólares, mas, neste caso, o estudo é em euros.

E também há dados sobre a previsão de criação de emprego?
Sim, dentro do mesmo horizonte temporal acreditamos que, direta e indiretamente, poderemos trazer 17 mil postos de trabalho, 17 mil empregos que acreditamos que serão altamente especializados, altamente qualificados e que serão pagos acima da média nacional.

Esses 17 mil empregos são uma previsão otimista? Tendo em conta todas estas alterações no mundo do trabalho que estamos a ver com a inteligência artificial?
Acredito que sim, por várias razões. Primeiro, porque acreditamos no estudo que foi feito e, segundo, porque acreditamos que esta local zone em Portugal irá ao encontro desta necessidade que existe agora de mais trabalhos especializados na área da inteligência artificial e de tecnologias avançadas. Acredito que é um enquadramento perfeito e é um casamento perfeito entre as necessidades que temos, não só em Portugal, mas na Europa e também com esta local zone que nós vamos lançar agora, então, em Portugal.

Falando sobre o negócio da AWS em Portugal. Como está o país a nível de adoção de cloud, qual é a quota de mercado da AWS no país?
Como já disse, temos clientes em Portugal presentes e alguns a operar com uma escala global, mas a partir de Portugal há mais de uma década. Isso foi o que fez com que criássemos um escritório local em Portugal para apoiar as nossas empresas localmente e os nossos parceiros.

Só para ter uma ideia, quantas pessoas trabalham nesse escritório em Portugal?
Só partilhamos números globais.

Mas estamos a falar de um valor na ordem de dezenas, centenas de pessoas…?
Há outras empresas que comunicam esses números locais, só partilhamos números internacionais, portanto, não consigo dizer. Primeiro porque é um número muito dinâmico e segundo porque, na realidade, não consigo partilhar esse número.

E sobre a quota de mercado? Qual é a situação do negócio por cá?
Por sermos uma empresa cotada em bolsa, só partilhamos esses números de uma forma agregada e somos obrigados, do ponto de vista de certificação e de regulação, a fazê-lo dessa forma. Percebo, naturalmente, a curiosidade, mas não consigo partilhar esses dados para Portugal. Até lhe digo mais, nem para Portugal, para a Ibéria ou para a Europa. São números que não consigo partilhar.

Há alguma previsão de um reforço de investimento em Portugal? Quais são os planos para o país?
Sim, no ano passado continuámos a apostar. Acreditamos na nossa responsabilidade social, sabemos que o facto de termos a escala que temos e o impacto que temos a nível global, percebemos que temos também uma responsabilidade social e de sustentabilidade acrescida. E, portanto, ao longo do tempo, temos feito vários investimentos, nomeadamente na área de capacitação de recursos humanos em Portugal e, por isso, trazemos programas internacionais como o AWS Educate, o AWS Academy ou o AWS Restart para Portugal, exatamente para dotar o talento nacional de competências digitais na área da cloud, da inteligência artificial e de cibersegurança. Esse investimento no talento nacional vai continuar garantidamente por parte da AWS.

Do ponto de vista de infraestrutura, em 2019 fizemos o primeiro investimento em Portugal com o Amazon CloudFront Edge, de forma a que as empresas e utilizadores portugueses pudessem ter acesso a serviços digitais mais rápido. No ano passado fizemos o AWS Direct Connect, que permite a qualquer empresa portuguesa ligar-se diretamente à rede mundial da AWS a partir de Portugal, porque anteriormente havia um custo de interligação e não era possível fazer a partir de Portugal, era preciso fazer através de Espanha ou do Reino Unido. Agora anunciamos a local zone em Portugal. Acho que a aposta da AWS e o compromisso da AWS com Portugal e o investimento está aí e garantidamente será para continuar.

Como é que o negócio em Portugal é visto pela casa-mãe?
É visto com muita atenção, porque temos muitos casos de sucesso de pequenas startups que se tornaram scale-ups e hoje são players mundiais que começaram em Portugal. A AWS reconhece de facto o talento e a inovação em Portugal.

Posso dar-lhe o exemplo da OutSystems, da Feedzai e da Talkdesk, que são três unicórnios que começaram a sua jornada connosco há muito tempo. E, por isso, posso dizer que a AWS olha para Portugal com olhos de quem inova, de quem tem talento e de quem tem empresas que podem ser globais. De outra forma, não estaríamos a fazer o investimento que estamos agora a fazer na local zone da AWS em Portugal.





Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *