CCP. “Este tipo de negociação esgotou-se” – Observador

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Ouvimos já de seguida o presidente da Confederação do Comércio e Serviços, João Vieira Lopes. Acompanha a CIP nesta indignação?
A nossa posição é clara. Nós fizemos um esforço significativo ao longo destes meses para encontrar consenso num conjunto de pontos. Conseguiram-se encontrar na maioria deles, alguns não se conseguiram. Isso é normal nos processos negociais. E por isso consideramos que este tipo de negociação que foi feita, de certo modo, esgotou-se.
Pode aproximar-se um pouco, porque estamos a ouvi-lo um pouco mal, João Vieira Lopes. O processo está esgotado, quer dizer que a reunião que foi agendada pelo governo em sede de concertação social não faz sentido?
Não, achamos que este tipo de discussão esgotou-se, mas a CCP sempre defendeu que era mais positivo, quer em termos da paz social, quer em termos do sistema de concertação social português, ir para a Assembleia da República um documento consensualizado na concertação social, sendo que a Assembleia da República tem toda a legitimidade para fazer o que entender. Mas a experiência demonstrou-nos que tem sido sempre mais positivo no passado e que inclusivamente aquilo que normalmente sai da Assembleia da República não é muito diferente, e além disso, também dura durante muito mais tempo esse tipo de legislação. Por isso, nós aceitamos, naturalmente, ir para a concertação social. Agora, para voltar a discutir, há uma questão que para nós tem que ser clara, ou seja, o GT tem que nos apresentar de uma forma bastante clara quais são os pontos que considera imprescindíveis para fechar um acordo. E nós sob esses pontos, por nosso lado, diremos se
