O que aconteceu no último dia de guerra no Médio Oriente? – Observador

O que aconteceu no último dia de guerra no Médio Oriente? – Observador



Por algumas horas, o Estreito de Ormuz esteve aberto e mais de uma dezena de navios passaram – porém, ao início da manhã deste sábado, as autoridades iranianas voltaram a restringir a passagem naquele local, queixando-se do bloqueio norte-americano aos portos do país. Foi mais um dia na guerra no Médio Oriente em que as tensões, que pareciam estar um pouco mais amenizadas, voltaram a agravar-se.

O Irão está pronto para “responder com força total caso seja necessário voltar à guerra“, avisou Teerão, que admite que alguns navios passem no estreito desde que paguem portagem – algo que Trump garante que não está nem irá acontecer.

Pode recordar os acontecimentos de sábado aqui e acompanhar aqui o liveblog entretanto aberto neste domingo.

  • A marinha iraniana prometeu atacar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz, um aviso feito ao final de um dia que começou com o Irão a anunciar o fecho do estreito. “Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado um ato de cooperação com o inimigo — e qualquer navio que o faça será atacado”, avisaram as forças iranianas.
  • Pelo menos três navios foram atacados pelo Irão no Estreito de Ormuz, disse uma fonte militar dos EUA ao portal Axios. Dois dos navios atingidos são indianos, segundo dados do TankerTrackers.com.
  • O Irão vai dar prioridade a navios que paguem para atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo um responsável iraniano que falou com a CNN, “dada a limitação do número de navios que vão poder passar”, o Irão “decidiu dar prioridade aos que respondem mais rapidamente aos novos protocolos para o estreito e pagam os custos dos serviços de segurança”. Quem não pagar verá a sua passagem “adiada”.
  • Em resposta, os EUA vão, segundo o The Wall Street Journal, perseguir, de forma a inspecionarem ou até apreenderem, navios que tenham ligações ao Irão em águas internacionais por todo o mundo (e não apenas no Médio Oriente). Por outro lado, o Presidente dos EUA rejeitou de forma categórica a possibilidade de o Irão impor restrições ou cobrar portagens no Estreito de Ormuz – algo que já estará a acontecer. Questionado por um jornalista, respondeu repetidamente que não, acrescentando que não pode haver portagens nem limitações à passagem. “Não, nem pensar, não, não“, respondeu.
  • O Irão está pronto para “responder com força total caso seja necessário voltar à guerra“, noticia a agência iraniana FARS, horas depois de também ter sido divulgada uma mensagem do líder supremo do país onde este se diz “pronto para infligir novas e amargas derrotas aos seus inimigos”.
  • Os serviços de informação norte-americanos estimam que apesar da guerra, que começou a 28 de fevereiro, o Irão ainda tem em sua posse 40% dos seus drones e 60% dos seus lançadores de mísseis.
  • O Irão anunciou, ao final do dia, que recebeu ‘novas propostas’ dos EUA para terminar a guerra no Médio Oriente de forma permanente. Ainda não respondeu, mas garantiu que não vai reunir-se presencialmente com representantes dos EUA até estes alterarem as suas exigências “maximalistas”, diz o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Saeed Khatibzadeh, citado pela Sky News.
  • Um militar francês morreu devido a um ataque no sul do Líbano, confirmou o Presidente Emmanuel Macron, depois de notícias de que um grupo de forças de manutenção de paz francesas da ONU tinham sido bombardeadas. “Todos os sinais apontam para que o Hezbollah tenha sido responsável pelo ataque“, acrescentou.
  • Além de Emmanuel Macron, também a própria força interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, indicou que tudo apontava para uma responsabilidade do Hezbollah. Em rigor, a UNIFIL afirmou que “agentes não estatais” terão sido responsáveis por um ataque no sul do país, uma expressão geralmente usada para designar o Hezbollah.
  • O Hezbollah recusou oficialmente, em comunicado, ter tido qualquer intervenção no caso. Porém, o líder do movimento libanês pró-Irão Hezbollah, Naim Qassem, prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano, onde o cessar-fogo está em vigor. Já o Presidente libanês, Joseph Aoun, prometeu investigar e levar à justiça os responsáveis ​​pelo incidente.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque dizendo que “este é o terceiro incidente nas últimas semanas que resultou na morte de soldados da paz no Líbano. Estes ataques têm de parar”. E o Presidente da República, António José Seguro, enviou as suas condolências ao homólogo francês.
  • As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter realizado ataques no sul do Líbano, no que descrevem como resposta a violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah.
  • Antes do bloqueio oficial ao Estreito de Ormuz, este sábado, mais de uma dezena de petroleiros conseguiram passar, incluindo três navios que estão sob sanções. O estreito esteve aberto apenas entre esta sexta-feira e a manhã de sábado, quando o Irão voltou a fechá-lo e a atacar vários navios que tentaram passar. Os barcos que passaram, escreve a Reuters, eram sobretudo navios “mais velhos” e não ocidentais.
  • Cerca de 20 navios que aguardavam para atravessar o Estreito de Ormuz inverteram rota em direção a Omã.
  • O Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou Espanha, que classificou como um país que “dá pena ver”, pelos “desastrosos resultados económicos”, apesar de “não contribuir quase nada para a NATO”.
  • Vários líderes do partido democrata no Senado dos EUA criticaram a decisão da administração Trump de aliviar sanções sobre o petróleo russo, após a emissão de uma autorização que permite a compra legal de carregamentos já em trânsito.





Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *