“Herói nacional”: Eduardo Bolsonaro celebra soltura de Ramagem nos EUA e agradece a Trump
00:00
A+
A-
- Alexandre Ramagem foi liberado de centro de detenção em Orlando, Flórida, nesta quarta-feira (15), dois dias após ser detido por agentes de imigração dos EUA.
- Eduardo Bolsonaro celebrou a soltura no X e agradeceu ao presidente Donald Trump e ao Secretário de Estado Marco Rubio.
- O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que Ramagem não pagou fiança porque sua situação migratória foi considerada regular.
- Ramagem, ex-chefe da Abin durante o governo Bolsonaro, foi liberado às 14h52 (horário local) e não responderá a processos criminais.
Após o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) ter deixado, nesta quarta-feira (15), o centro de detenção em Orlando, na Flórida, dois dias depois de ser detido por agentes de imigração dos EUA, aliados do ex-parlamentar celebraram sua soltura.
O também ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho mais novo de ex-presidente e radicado nos Estados Unidos, disse na rede social X (ex-Twitter) que Ramagem está “solto e em casa”.
“Agradeço principalmente ao Presidente Donald Trump e ao Secretário Marco Rubio pela sensibilidade em tratar do caso deste verdadeiro herói nacional, que mesmo perseguido não se abate”, disse ele em sua mensagem na rede social.
Já o influenciador digital Paulo Figueiredo, muito próximo da família Bolsonaro e que também mora nos EUA, disse no X que Ramagem não pagou fiança para deixar a prisão porque “foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular”. “Ele não responderá a nenhum processo criminal”, acrescentou.
A prisão de Ramagem
O nome de Alexandre Ramagem já não constava na lista de detidos do centro e nem no sistema do Serviço de Imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês) nesta quarta. Ele foi liberado às 14h52, pelo horário local (15h52, em Brasília).
Alexandre Ramagem chefiou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, o que ficou conhecido como “Abin Paralela”.
Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado e, de acordo com o inquérito da Polícia Federal, saiu do território brasileiro de forma clandestina pouco antes da conclusão do seu julgamento. Ele teria atravessado a fronteira de Roraima com a Guiana, de onde seguiu para o território estadunidense.
Em janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem havia sido encaminhado ao governo dos Estados Unidos e a Embaixada do Brasil em Washington remeteu a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025.
No Brasil, ele teve o mandato de deputado federal cassado em 18 de dezembro e a Câmara também cancelou seu passaporte diplomático após a cassação. Por determinação do STF, foram bloqueados os vencimentos parlamentares.
Com informações da AFP
