Viktor Orbán, que chamou Bolsonaro de “irmão”, reconhece derrota histórica após perder eleição na Hungria

Viktor Orbán, que chamou Bolsonaro de “irmão”, reconhece derrota histórica após perder eleição na Hungria


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  • Viktor Orbán reconheceu defeat nas eleições parlamentares deste domingo na Hungria, encerrando 16 anos de governo.
  • O partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 das 199 cadeiras do Parlamento, garantindo maioria qualificada.
  • Durante seu mandato, Orbán manteve alianças com Bolsonaro e Putin, e enfrentou críticas da UE por políticas restritivas à imprensa e à imigração.
  • O vencedor Magyar anunciou planos para reaproximar a Hungria do Ocidente e reduzir dependência energética da Rússia até 2035.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo. Em discurso a apoiadores, ele afirmou que o resultado foi claro e confirmou ter parabenizado o vencedor.

Com parte dos votos apurados, a projeção oficial indica que o partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 das 199 cadeiras do Parlamento, número suficiente para garantir maioria qualificada e abrir caminho para mudanças constitucionais.

Orbán classificou o resultado como difícil, mas declarou que pretende continuar atuando na vida pública, agora fora do governo.

A derrota encerra um ciclo de 16 anos à frente do país, período marcado por políticas restritivas à imigração e críticas a medidas consideradas limitadoras da imprensa e de direitos democráticos.

Um dos maiores nomes da internacional composta por líderes de extrema direita, Orbán já se encontrou ao menos três vezes com o  ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chegou a se referir como “praticamente um irmão”. Em fevereiro de 2024, Bolsonaro, condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, permaneceu por dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília, após ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal, episódio revelado pelo jornal The New York Times.

O líder da oposição, Peter Magyar, agradeceu o apoio nas redes sociais e confirmou ter recebido uma ligação do atual premiê. “Obrigada, Hungria”, escreveu, em referência ao resultado parcial das urnas.

Ao longo de seu governo, Orbán consolidou alianças com lideranças conservadoras internacionais, como Bolsonaro,  e manteve interlocução direta com o presidente russo, Vladimir Putin. Sua gestão também ficou marcada por embates com a União Europeia.

Mudança de rumo político

Magyar afirmou que pretende reaproximar a Hungria do Ocidente e reduzir a dependência energética da Rússia até 2035, mantendo, segundo ele, relações pragmáticas com Moscou.

Entre as promessas também está a tentativa de desbloquear recursos da União Europeia, atualmente congelados, como forma de estimular a economia húngara.




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