Província moçambicana de Gaza necessita de 200 mil doses contra febre em gado

Província moçambicana de Gaza necessita de 200 mil doses contra febre em gado


“Neste momento, nós achamos que era importante termos mais ou menos 200 mil doses [de vacina contra a febre aftosa]”, disse o chefe do departamento de pecuária na direção provincial da Agricultura e Pesca em Gaza, Sérgio Maneno, citado pela comunicação social.

O responsável falava no distrito de Massingir, à margem da visita de uma equipa técnica proveniente do Botsuana para recolher amostras da tipificação da estirpe da febre que circula na região.

“Temos sete estirpes diferentes de febre aftosa e a imunidade para uma estirpe não é cruzada. Então o objetivo deste trabalho é identificar qual é a estirpe para produzir uma vacina especifica para aquela estirpe para procedermos à vacinação”, disse Sérgio Maneno.

A província de Gaza ficou interdita de exportar o gado e os seus derivados após surto da doença causada por carraças, recordou o responsável, queixando-se da queda de número de exportações nos últimos anos.

“Em termo de número de animais movimentados para [a província de] Maputo, como tem sido nos últimos anos, baixou. No ano passado baixou para 31 mil animais movimentados, enquanto a média tem sido de 35 mil”, explicou Sérgio Maneno, frisando que o prejuízo refletiu-se nos produtores, comerciantes e até nos talhantes. 

Em novembro de 2025, os criadores de gado bovino na província de Gaza estimaram que perderam mais de 100 mil animais em oito anos devido a doenças provocadas por carraças, apontando dificuldades do Governo em apoiar no combate.  

A primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, pediu, em agosto, investimento na criação de gado para melhorar a dieta alimentar nacional e colocar o país na rota do comércio internacional, apelando também para a “concentração” na produção de qualidade, tanto para a de carne como para leite e outros derivados.



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