Jornalista sequestrada no Iraque vai ser libertada – Observador

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre o conflito no Médio Oriente
A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que foi sequestrada pelo grupo iraquiano Kataib Hezbollah há uma semana, vai ser libertada, confirmou a milícia pro-iraniana esta tarde, citada pelo The Times of Israel. De acordo com este grupo, Kittleson sairá em liberdade, mas terá de abandonar o Iraque “imediatamente” — não explicitando a que horas a jornalista será libertada.
A “iniciativa não será repetida”, garantiu o grupo, num comunicado citado pela Associated Press, que revela que esta decisão partiu da “postura patriota do primeiro-ministro”, Mohammed Shia al-Sudani.
Num vídeo divulgado pelo Kataib Hezbollah, Shelly Kittleson denuncia as “políticas estúpidas” de Donald Trump que levaram à retirada de norte-americanos do Iraque e, num apelo à sua libertação, promete “nunca mais voltar ao país”. “Sei que estes homens corajosos e honrados vão fazê-lo, porque sou uma uma mulher e eles respeitam as mulheres”, afirmou a jornalista.
Iraqi Hezbollah releases footage of American journalist Shelly Kittelson in captivity, showing her “admitting” she gathered intelligence on Shia militias for the U.S. consul in Baghdad.
They say she will be freed and must leave Iraq immediately. https://t.co/M8nTZaFNRC pic.twitter.com/bUiqbTiCCm
— Open Source Intel (@Osint613) April 7, 2026
Shelly Kittleson, uma jornalista freelance, já passou pelo Afeganistão, pela Síria e ainda Ucrânia, mas está a cobrir o Iraque desde 2015, com residência permanente em Roma. A jornalista trabalhava para diferentes órgãos de comunicação sociais, como o jornal Al-Monitor, que, no dia 31 de março (o dia em que o sequestro se tornou notícia) emitiu uma nota a expressar preocupação pelo rapto da jornalista. “Apelamos à libertação segura e imediata. Apoiamos a forma como cobriu a região e pedimos o regresso rápido para continuar o seu trabalho importante”, lê-se.
Shelly Kittleson, com 49 anos, nasceu no estado norte-americano do Wisconsin. A jornalista divide a sua vida entre Roma e o Médio Oriente e já colaborou com meios de comunicação como a BBC, o Politico e a Foreign Policy.
