MST promove curso e forma 40 comunicadores populares no Sertão pernambucano

MST promove curso e forma 40 comunicadores populares no Sertão pernambucano


No fim de fevereiro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou um curso para formar comunicadores populares territoriais em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú pernambucano. A iniciativa capacitou assentados da reforma agrária para trabalharem com vídeo, foto e texto dentro de seus territórios, visando fortalecer seus trabalhos e suas lutas também nas redes sociais. 

As atividades foram realizadas no assentamento rural João Pedro Teixeira, entre os dias 23 e 27 de fevereiro, período em que foram formados 40 comunicadores populares. O curso foi coordenado pela professora de comunicação popular do movimento, Iris Marcolino, em parceria com o professor Alan Cezar e o jornalista Vinícius Sobreira. A iniciativa parte de uma demanda do próprio território ao reconhecer a necessidade do domínio técnico das ferramentas de comunicação pela base do MST no Pajeú. 

Para Filipe Nogueira, coordenador de comunicação da “Regional Pajeú” do MST, a capacitação deve contribuir para a valorização do trabalho diário dos assentados, seja na produção de alimentos, no combate à violência latifundiária, na defesa da agroecologia e na ampliação do debate da reforma agrária. “Dentro da nossa luta, é muito importante ter o domínio dessas ferramentas. Desde a própria defesa do nosso trabalho, com o combate às fake news, mas também aprendemos a chamar melhor a atenção do público, monitorar o nosso alcance, entender os algoritmos, escrever, filmar, fotografar”, avalia Nogueira. 

A professora Iris Marcolino explica que o curso vai além de capacitação técnica e teórica, em um processo que absorve as vivências do próprio território, abraça a juventude e quem mais quis fazer parte da formação. “O curso foi formulado dentro daquilo que entendemos que um comunicador ou comunicadora territorial precisa ter, dentro de uma linha editorial para vídeo, texto e fotografia. Um olhar de como fotografar uma luta, uma mobilização, ou como fazer um vídeo de um cultivo, de uma produção e a construção um texto e de uma narrativa que esteja dentro das linhas e princípios do MST”, explica Marcolino. 

E os frutos já começam a ser colhidos. Os novos comunicadores populares já estão com a mão na massa, produzindo conteúdos que podem ser conferidos nos perfis das regionais Pajeú e Ipanema no Instagram. “Nossa juventude está bem animada após essa formação. E o mais importante é que o conhecimento não foi absorvido só para nós: estamos empenhados em passar para outras pessoas”, conta Filipe Nogueira.





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