Drones inovam limpeza da Ponte JK com jatos de água do Lago Paranoá
A Ponte JK, um dos cartões-postais de Brasília inaugurado em 2002, passa por obras de manutenção desde dezembro do ano passado. Uma das fases mais recentes envolve a limpeza dos arcos com o uso inovador de drones equipados para hidrojateamento, utilizando água do Lago Paranoá.
De acordo com Juan Carlos Del Carpio Natcheff, arquiteto e assessor da Diretoria de Projetos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), esta é a primeira vez que drones são empregados para essa finalidade na ponte e, possivelmente, em Brasília. O processo, iniciado na terça-feira (17), é realizado de manhã cedo a partir de uma balsa no lago, sem necessidade de interdição das vias durante o dia.
Para reduzir impactos na rotina dos brasilienses, as etapas que demandam espaço são executadas noturnamente, das 23h às 4h, de segunda a sexta-feira, com interdição de duas faixas no sentido Plano Piloto/Lago Sul, coordenada pelo Detran-DF. Essa restrição vigora enquanto durarem as obras.
O método envolve dois drones: um principal que aspira a água do lago e aplica jatos de alta pressão para remover a sujeira, e um menor que fornece dados como posição e altura. Testes foram realizados há mais de um mês, com monitoramento via geoprocessamento. O hidrojateamento é mais eficiente que técnicas convencionais, exigindo até três passagens por ponto e evitando a remoção total de tinta antiga, o que eliminaria o risco de poluição química no lago.
A expectativa é concluir a limpeza dos arcos até o início da próxima semana, permitindo o avanço para a pintura. A parte inferior da ponte já foi limpa e pintada. As próximas etapas incluem a pintura manual dos arcos com rolos e andaimes, além da conclusão da pintura de corrimãos e pilares curvos.
As tintas utilizadas são específicas: poliuretano (PU) acrílico autolimpante para estruturas metálicas, com aditivo não poluente para maior firmeza. Natcheff enfatiza a importância de entregar o trabalho rapidamente, destacando os elogios recebidos da comunidade pela visibilidade da ponte.
