Região Centro vai sofrer (muito) com o “mau humor” da Therese – Notícias de Coimbra
A depressão Therese, que começou hoje a afetar o tempo em Portugal continental, terá mais impacto no Centro e Sul, com aguaceiros por vezes fortes e “não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados”, indicou o IPMA.
Em comunicado divulgado hoje, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) refere que a depressão irá ficar centrada a oeste de Portugal continental, a partir do final do dia de hoje e até sábado, sendo expectável “a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul”.
Assim, a partir de hoje estão previstos aguaceiros, especialmente no litoral a sul do cabo Carvoeiro, que se estenderão a partir de quarta-feira às regiões do Centro e Sul, “onde serão por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados”.
Ainda segundo o IPMA, os distritos onde deverá haver maior persistência da chuva serão os do litoral a sul do cabo Mondego e os do interior a sul da serra da Estrela, coincidindo “com aqueles em que há maior probabilidade de ocorrência de precipitação forte”, nomeadamente na quarta, quinta e sexta-feira.
Na nota, o IPMA indica que o vento será predominantemente de sul/sueste, embora com possíveis oscilações na direção, e “tenderá a aumentar temporariamente de intensidade no litoral a sul dos cabos Carvoeiro/Mondego, e nas terras altas, em particular do Centro e Sul, por vezes com rajadas até 70 quilómetros/hora”.
Está igualmente previsto o aumento da agitação marítima na costa sul do Algarve, “que será do quadrante sul até 2,5 metros, mantendo três a quatro metros de noroeste na costa ocidental, passando a ondas de oeste/sudoeste de dois a três metros a partir de dia 20”, sexta-feira.
O IPMA já emitiu aviso amarelo para precipitação, mas alerta que “existe alguma incerteza na posição desta depressão nos próximos dias, o que se traduzirá em incerteza na localização e intensidade da precipitação”.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
