Fundação Casa: como vivem os adolescentes – 16/03/2026 – Folhateen

Fundação Casa: como vivem os adolescentes – 16/03/2026 – Folhateen


Nas últimas semanas, dois casos violentos supostamente envolvendo menores de idade —o caso Orelha e o estupro coletivo de uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro— reacenderam o debate sobre a punição de adolescentes.

Pela legislação brasileira, menores de 18 anos não cumprem pena em presídios; eles são submetidos a medidas socioeducativas, que vão de advertência à internação por até três anos. Em São Paulo, os jovens em regime fechado são encaminhados à Fundação Casa.

Por isso, o Folhateen decidiu visitar dois centros de detenção para entender como é a vida desses jovens no local.

Episódio 1: Como vivem as adolescentes privadas de liberdade

A Folha passou um dia com adolescentes sob custódia do Estado para mostrar como é a rotina no único centro feminino da capital paulista, onde 47 meninas vivem em quartos compartilhados, entre salas de aula, quadra de esportes, grades e cadeados.

Episódio 2: Como é a vida de uma mãe de 14 anos na Fundação Casa

A Folha ouviu o relato de uma adolescente de 14 anos que cumpre internação no Pami (Programa de Acompanhamento Materno-Infantil), unidade especializada da Fundação Casa e a única do estado de São Paulo destinada a mães adolescentes. Atualmente, ela é a única mãe na única unidade. O bebê nasceu há oito dias.

Episódio 3: Fundação Casa parece mais uma escola ou presídio?

No terceiro episódio da série Juventude Sob Custódia, a Folha foi a uma unidade masculina da Fundação Casa, na cidade de São Paulo.

Atrás de muros altos, grades e arame farpado, 48 meninos seguem uma rotina rígida. As aulas acontecem pela manhã. Antes do almoço, eles se sentam no chão do pátio e aguardam a vez de entrar no pequeno refeitório, onde comem em silêncio, virados para a parede.

À tarde, fazem atividades físicas com equipamentos improvisados ao som de rap e funk censurados. Também participam de cursos profissionalizantes. “Aprendi a ler e escrever aqui. Aqui não é ruim”, diz um dos adolescentes.



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