Falsa denúncia arrasa carreira de realizador português – Notícias de Coimbra
O realizador português Ico Costa, vencedor do IndieLisboa em 2024, viu a sua carreira e reputação abaladas após uma alegação de violência doméstica enviada por email em abril de 2025, assinada por uma mulher chamada Joana Sousa Silva.
A denúncia afirmava que Ico era “agressor em série de mulheres”, mas a alegada vítima nunca apareceu, recusou contactos e, segundo a investigação, não existe.
O IndieLisboa cancelou dois filmes ligados a Ico Costa, incluindo a sua longa-metragem “Balane 3”, selecionada para a competição nacional de 2025, apenas com base nesta denúncia anónima. A decisão provocou ampla repercussão mediática e danos profissionais e pessoais para o realizador, que se viu sem hipótese de defesa, indica a CNN.
Mais tarde, verificou-se que algumas alegações eram impossíveis, como uma suposta perseguição ocorrida quando Ico estava fora do país. O caso envolve crimes de falsidade informática, denúncia caluniosa e difamação agravada, e o principal suspeito de criar os emails falsos é um homem ligado ao meio artístico.
O advogado de Ico Costa, David Silva Ramalho, critica a reação do festival: “A denúncia não tinha fundo de verdade, mas foi imediatamente considerada, causando danos graves. O IndieLisboa não assumiu o erro e limitou-se a silenciar os comunicados anteriores.”
A longa-metragem “Balane 3” só estreou nas salas em fevereiro de 2026, quase um ano depois do previsto.
