“A pauta para eleger senador não pode ser o Supremo”, diz Dirceu sobre estratégia da oposição

“A pauta para eleger senador não pode ser o Supremo”, diz Dirceu sobre estratégia da oposição


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  • Exministro José Dirceu criticou estratégia da oposição de usar o STF como pauta para eleger senadores em 2026.
  • Dirceu defendeu que a agenda electoral deve focar em resolver problemas do Brasil, não no desgaste do Supremo.
  • O exministro alertou que Flavio Bolsonaro, caso eleito, governaria apoiando Trump e sua política de guerra.
  • Dirceu defendeu a manutenção da chapa Lula-Alckmin em 2026 como “contrato” com a maioria da sociedade brasileira.

Para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) pode servir como munição eleitoral para a oposição ao governo Lula, em especial na disputa pelo Senado, que nas eleições de 2026 vai renovar dois terços de seus assentos.

“Essa é a estratégia da oposição bolsonarista. Se algum ministro do STF cometeu, se for comprovado com o devido processo legal, um crime que pode levá-lo a impeachment, isso é um dever de todo cidadão, de todo parlamentar que tem o poder para tanto, que é o Senado da República, de tomar as devidas medidas”, pontua. “Mas a pauta do país, a agenda para eleger senador não pode ser o Supremo.”

Em entrevista à CNN, Dirceu apresentou uma análise sobre o atual cenário político, enfatizando que a disputa eleitoral entre o campo progressista e a extrema direita permanece extremamente equilibrada e longe de uma resolução antecipada.

“Nós estamos em um país que faz sua opção por dois caminhos, o caminho da direita ou da extrema direita e o caminho progressista, da esquerda ou da centro-esquerda em aliança com outros setores, inclusive da direita democrática”, explica. “Nunca tivemos a ilusão que esta eleição seria uma eleição ganha ou que o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil. Já falei de 2014, de 2018 e só olhar as pesquisas de um ano, seis meses atrás. É uma eleição equilibrada que vai se resolver durante a campanha eleitoral e na ação do governo.”

Dirceu: “Flávio Bolsonaro vai governar o Brasil apoiando Trump”

Segundo Dirceu, o governo Lula precisa “olhar para o futuro”. “Nós temos que apresentar para a cidadania brasileira, para o eleitorado, uma proposta de governo para os próximos quatro, oito anos, para resolver os problemas do Brasil. A guerra está mostrando que o país precisa superar a sua deficiência tecnológica, de infraestrutura, de produtividade e tem que investir mais e precisa fazer uma reforma tributária para isso.”

O ex-ministro também desenhou o que seria a estratégia da campanha de reeleição presidencial. “Vamos comparar o governo do presidente Lula com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. E mais, no mundo de hoje, nós precisamos de um presidente com a liderança e a experiência já comprovada de Lula. O Flávio Bolsonaro vai governar o Brasil apoiando Trump, apoiando que se bombardeie o Brasil para combater organizações terroristas, apoiando a política de guerra de Trump”, sustenta.

“É muito grave pensar em eleger o Flávio Bolsonaro com a opção de apoiar a política do Trump. Não é isso que o Brasil precisa. O Brasil precisa de paz para crescer, desenvolver e combater a desigualdade e a pobreza”, completa.

São Paulo e Alckmin como vice

Segundo Dirceu, “São Paulo está resolvido”, ao se referir à chapa que via disputar o governo do estado. “O Fernando Haddad deve ser o candidato a governador, acertamos com a [Simone] Tebet ao Senado, o que acho uma coisa excelente. Nós temos que construir o vice ou a vice e a outra vaga do Senado. Temos o nome da Marina Silva, do Márcio França…”, defende.

“E o que é importante, defendi isso, é que nós mantenhamos a chapa Luiz Inácio Lula da Silva e Gerardo Alckmin porque foi um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”, reforça o ex-ministro.

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