Docentes da UnDF devem decidir sobre greve da carreira nesta quinta-feira (12)
Nesta quinta-feira (12), os docentes da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) se reúnem em assembleia geral para deliberar sobre a greve da carreira. A mobilização é convocada pelo Sindicato dos Docentes da UnDF (SindUnDF).
A principal demanda dos professores é o aumento de 10% no salário-base e 60% na gratificação por magistério, além da diminuição do número de níveis da carreira para 20 anos — que atualmente é de 25 anos.
Ao Brasil de Fato DF, a professora Suelen Gonçalves argumentou que o salário dos docentes é o penúltimo em valores, perdendo apenas para a carreira meio da educação básica. O cenário atual tem refletido na alta evasão de professores da magistratura.
“Isso tem impactado de forma muito gritante. Temos uma taxa, que a gente chama de evasão docente, muito grande. Muitos professores sequer assumem e muitos professores já exoneraram. A gente tem tentado explicar para a instituição que todas essas coisas não são só sobre a docência, mas sobre o impacto da docência na própria instituição”, pontuou.
Em 12 de fevereiro, o SindUnDF convocou uma mobilização em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do DF, pela reestruturação da carreira dos professores. Na ocasião, os docentes optaram pela paralisação das atividades acadêmicas.
Denúncia de aluguel milionário
A assembleia geral também deve tratar do aluguel milionário em um prédio privado em Ceilândia para instalar um novo campus da UnDF. A denúncia, feita pelo sindicato, aponta possíveis irregularidades, falta de transparência e risco de lesão ao erário.
O imóvel em questão pertence ao Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). O prédio fica na QNN 31, em Ceilândia Norte, e foi selecionado para abrigar o novo campus da universidade pública por meio de contratação direta, sem licitação competitiva.
O contrato, que prevê o desembolso de R$ 110.555.653,25 para um período de 60 meses, é questionado por docentes e estudantes, que cobram explicações sobre a escolha do imóvel, o uso de recursos do Fundo da Universidade do Distrito Federal (FunDF) e a ausência de consulta à comunidade acadêmica.
De acordo com o SindUnDF, estava prevista a inauguração do novo campus no início da semana. No entanto, a cerimônia foi cancelada de última hora e não foi comunicado quando o evento ocorreria.
“A gestão segue fomentando a fragmentação da comunidade universitária e gerindo a mesma para os seus interesses. Enquanto isso, alunos do campus norte e do turno noturno do campus Samambaia seguem esquecidos e à mercê dos desmandos autocráticos do GDF”, disse o sindicato.
Apoie a comunicação popular no DF:
Faça uma contribuição via Pix e ajude a manter o jornalismo regional independente. Doe para [email protected]
Siga nosso perfil no Instagram e fique por dentro das notícias da região.
Entre em nosso canal no Whatsapp e acompanhe as atualizações.
Faça uma sugestão de reportagem sobre o Distrito Federal, por meio do número de Whatsapp do BdF DF: 61 98304-0102
