Filho de Ibaneis comprou duplex de R$ 10 milhões com elo na Reag, diz site

Filho de Ibaneis comprou duplex de R$ 10 milhões com elo na Reag, diz site


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  • Caio Carvalho Barros, filho do governor Ibaneis Rocha, comprou apartamento duplex de 467 m² no Noroeste (Brasília) por R$ 9,25 milhões em 19/3/2025.
  • A compra foi financiada pelo BRB (R$ 5,904 milhões) e parte dos recursos teria vindo de cessão de créditos entre o escritório do governor e fundo ligado à Reag.
  • O imóvel foi vendido três vezes em menos de um ano: comprou na planta por R$ 5,5 mi, revendido por R$ 10 mi em 2024, e última transação por R$ 9,25 mi.
  • Deputado distrital enviou ofício ao STF pedindo investigação sobre relações entre o escritório de Ibaneis, fundo Reag, BRB e Banco Master.

O filho do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), Caio Carvalho Barros, comprou um apartamento duplex de 467 m² no Noroeste, área nobre de Brasília, por R$ 9,25 milhões em 19 de março de 2025. A informação é de reportagem publicada nesta quarta-feira (11) pelo Vero Notícias, que afirma ter obtido a escritura do imóvel e o contrato de financiamento da operação.

A revelação acrescenta um novo dado patrimonial ao circuito financeiro que já havia colocado a família do governador no centro do caso Master. O episódio vem à tona um dia depois de ganhar repercussão o contrato de R$ 38 milhões firmado por escritório ligado a Ibaneis com um fundo então vinculado à Reag, grupo citado nas investigações sobre o colapso do Banco Master e suas relações com o BRB.

Compra, financiamento e o elo com a Reag

Segundo o Vero, o duplex fica na Superquadra Noroeste 106. A reportagem afirma que, uma semana antes da compra, Caio Carvalho Barros contratou um financiamento de R$ 5,904 milhões no Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal.

O ponto politicamente mais sensível da apuração é a origem do dinheiro. De acordo com o site, parte dos recursos usados na operação teria vindo da cessão milionária de créditos entre o escritório Ibaneis Advogados e Consultoria e o fundo Reag Legal Claims, depois rebatizado de Pedra Azul. Esse negócio já havia ampliado a pressão sobre o governador porque passou a ser lido dentro da mesma teia de relações entre BRB, Reag e Banco Master que a Polícia Federal passou a investigar.

O caso se soma a outros episódios já informados pela Fórum, como a informação de que Daniel Vorcaro disse à PF que tratou com Ibaneis da venda do Master ao BRB e ao quadro mais amplo reunido em reportagem que organiza a extensa teia do caso Banco Master.

Trajetória do imóvel chama atenção

Ainda segundo os documentos citados pelo Vero Notícias, o imóvel havia sido comprado na planta por R$ 5,5 milhões por José Antônio Batista Costa, hoje CEO do PicPay. Em 25 de julho de 2024, o apartamento foi repassado por R$ 10 milhões ao empresário Cláudio Mohn França. Poucos meses depois, em março de 2025, passou para Caio Carvalho Barros por R$ 9,25 milhões.

A sequência chama atenção porque a última transação ocorreu por valor inferior ao da venda anterior, apesar de o imóvel estar em uma das regiões mais valorizadas de Brasília. A J&F informou ao Vero que a transferência do apartamento de José Batista para Cláudio França ocorreu como parte do pagamento de outro imóvel adquirido pelo executivo.

Pressão política cresce no DF

O novo capítulo surge em meio à escalada da crise envolvendo o BRB e o Banco Master. Na terça-feira (10), o deputado distrital Fábio Félix (PSOL) enviou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, um ofício pedindo apuração de possíveis relações econômicas entre o escritório de Ibaneis e um fundo ligado à Reag.

O  parlamentar sustenta que o documento indicaria vínculo financeiro entre o escritório do governador e o fundo Reag Legal Claims, além de possível conflito de interesses nas operações que envolvem BRB, Master e fundos do grupo. O ofício foi protocolado no processo sigiloso que investiga o caso Master na Corte.

O outro lado

Em nota a defesa de Ibaneis afirmou que o governador está afastado do escritório desde 2018 e que não possui informações sobre negociações realizadas anos depois de seu desligamento. Já o Vero Notícias informou que procurou Caio Carvalho Barros por meio do escritório, mas não obteve manifestação até a publicação da reportagem.




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