Mulheres Sem Terra ocupam 9 latifúndios durante Jornada de Lutas pela Reforma Agrária

Mulheres Sem Terra ocupam 9 latifúndios durante Jornada de Lutas pela Reforma Agrária


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  • Mais de 12 mil Mulheres Sem Terra participam da Jornada Nacional de Lutas, de 8 a 12 de março, em 13 estados e 23 municípios.
  • Foram realizadas 9 ocupações de latifúndios improdutivos, incluindo áreas com registros de trabalho escravo, grilagem e devastação ambiental.
  • A mobilização tem como lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!” e pede Reforma Agrária e fim da violência no campo.
  • Coordenação do MST afirma que as ações são resposta à escalada de violência contra mulheres legitimada por discursos conservadores e de extrema direita.

A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra deste ano teve início neste 8 de março e vai até o próximo dia 12, com mobilizações em todas as regiões do país. Com o lema: “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, as camponesas se uniram às mulheres da cidade, neste Dia Internacional das Mulheres (8), para ecoar a voz da luta feminista contra o patriarcado e para exigir direitos.

Mais de 12 mil Mulheres Sem Terra já se mobilizaram nestes dois primeiros dias da Jornada, somando 26 ações, entre elas 9 ocupações de terra, as mobilizações ocorreram em 13 estados e 23 municípios. Ocupações de terras improdutivas, marchas, formações, bloqueios e atos pedindo Reforma Agrária e o fim das violências estão entre as iniciativas.

Ayala Ferreira, da coordenação nacional do MST, declara que “a jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimado muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade.”

A coordenadora explica que, por isso, as mobilizações têm focado no enfrentamento à violência no campo, que se expressa em síntese na existência do próprio latifúndio. As áreas ocupadas por Mulheres Sem Terra são latifúndios onde ocorreram crimes, como a prática do trabalho escravo, grilagem de terras ou mesmo crimes que envolvem a devastação ambiental.

“Então, nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogos e de formação com outras companheiras e companheiras de outros movimentos urbanos e também rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora”. sintetiza Ferreira.

A Jornada permanecerá em mobilização até a próxima quinta-feira, dia 12 de março.

“Com isso, gostaria de dizer que nós vamos seguir firmes no processo de mobilização, e esperamos e convocamos também toda a sociedade para nos acompanhar, para estar conosco e reafirmar que o problema que nós enfrentamos nos dias de hoje, do aprofundamento das desigualdades, da realidade de misérias, de fome, de desemprego, se resolve também com a implementação de uma política ampla e radical de Reforma Agrária no nosso país. Então, sigamos em processo de luta e de resistência rumo a tão sonhada sociedade que caibamos todos nós, mulheres e homens livres e emancipados efetivamente”.




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