Danos à economia são uma arma que o Irã tem usado para forçar uma negociação

Danos à economia são uma arma que o Irã tem usado para forçar uma negociação




Irã aposta no caos e amplia ataques para atingir a economia dos países do Golfo Pérsico
O Irã aposta no caos: amplia os ataques para tentar atingir a economia dos países do Golfo Pérsico.
Nem só de mísseis se faz uma guerra. Os danos à economia também são uma arma, que o Irã tem usado para forçar uma negociação: a ameaça de afundar qualquer embarcação que tentar passar pelo Estreito de Ormuz.
Um site de monitoramento via satélite mostra a concentração de navios petroleiros que não conseguem sair nem entrar no Golfo Pérsico, onde o setor de petróleo e gás é a base da economia. Poucas embarcações se arriscam. Foi o caso de uma que atravessou Ormuz fora da faixa de navegação.
Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos dependem quase exclusivamente de Ormuz para vender a produção. O diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo diz que os oleodutos não dão conta de escoar os 18 milhões de barris que passam pelo estreito por dia – e também não são seguros.
“Um oleoduto está tão sujeito a condições de segurança quanto um navio, porque ele pode muito bem ser sujeito também de ataques”, afirma Roberto Ardenghy, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
Danos à economia são uma arma que o Irã tem usado para forçar uma negociação
Jornal Nacional/ Reprodução
As embarcações de gás também estão paradas. O professor de Relações Internacionais da USP Hussein Kalout explica que o Irã tenta sufocar a economia dos países árabes para que eles cobrem dos Estados Unidos um cessar-fogo:
“Os países árabes são os maiores investidores hoje na economia americana, são os maiores investidores no governo Trump, nas plataformas econômicas e nos setores empresariais associados ao governo Trump. Então, esses países, sim, têm a capacidade de pressionar diretamente o presidente americano a encontrar uma solução rápida para a guerra”.
O estrangulamento da economia dos países árabes não se dá apenas pela via das exportações. São nações que dependem muito das importações que chegam pelo mar, principalmente comida – milho, carne, frutas e verduras, por exemplo. Um navio que transporta grãos saiu do Brasil e está há uma semana parado na entrada do estreito. O professor de economia do Mackenzie Hugo Garbe diz que é difícil encontrar alternativa para essas cargas:
“Você pode até fazer a importação via aérea, mas é muito caro, e a capacidade de estocagem é muito pequena. De fato, é uma pressão para os países, um trunfo bastante importante que o Irã tem nas mãos”.
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