Colombianos votam em legislativas marcadas pela violência – Observador

Colombianos votam em legislativas marcadas pela violência – Observador



Mais de 41 milhões de colombianos vão às urnas no domingo para as eleições do Congresso do país, quando a violência de grupos armados e do narcotráfico continuam a atingir, incluindo os candidatos políticos.

Mais de 3.200 candidatos inscritos disputam neste domingo 103 lugares para o Senado e 183 para a Câmara dos Representantes, distribuídos por 524 listas de candidatos inscritos no Registo Civil Nacional da Colômbia.

Os principais partidos e coligações que disputam estas eleições são o Pacto Histórico (esquerda – do atual Presidente da Colômbia, Gustavo Petro) e o Centro Democrático (direita – fundado pelo ex-chefe de Estado Álvaro Uribe).

Também concorrem outros partidos e coligações ao Congresso, como a Força Cidadã (esquerda), Frente Ampla Unitária (esquerda) e o Salvação Nacional (direita).

Sondagens recentes mostraram que o Pacto Histórico e o Centro Democrático continuam a liderar as intenções de voto para o Senado, com a esquerda a manter ainda uma vantagem significativa, o que poderia significar um Congresso polarizado entre estas duas forças políticas.

Durante esta campanha eleitoral, a violência promovida pelos grupos armados e do narcotráfico atingiu os candidatos ao Congresso e também os políticos que pretendem concorrer às presidenciais de maio, resultando na morte em agosto do pré-candidato à Presidência Miguel Uribe e no sequestro e ataques a outros concorrentes aos vários cargos.

Segundo a ONU, em 2025, foram registados 18 homicídios e 126 ataques e ameaças contra líderes políticos na Colômbia, incluindo candidatos às circunscrições especiais de paz criadas após a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e as ex-guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em 2016.

A Colômbia é, atualmente, o maior produtor mundial de cocaína, segundo as organizações internacionais. Diversos grupos armados têm presença significativa nos departamentos de Chocó, Cauca, Caquetá, Putumayo, Córdoba, Antioquia, Arauca e Norte de Santander.

Pelo menos metade dos novos recrutas de grupos armados na Colômbia é menor de idade, alertou, no início de fevereiro, a organização não-governamental (ONG) International Crisis Group, sublinhando que o recrutamento infantil disparou nos últimos anos no país sul-americano.

As negociações de paz que estavam a decorrer entre o Governo do Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e os vários grupos armados – movimentos guerrilheiros, paramilitares ou narcotraficantes – não produziram resultados positivos.

Agora, o Governo colombiano está cuidadoso em relação ao anúncio de grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN, grupo guerrilheiro de esquerda) e o Clã do Golfo (narcotráfico) sobre um cessar-fogo durante estes meses de eleições.

As eleições para o Congresso da Colômbia serão acompanhadas pela missão de observação eleitoral (MOE) da União Europeia (UE), que será liderada por Esteban González Pons, vice-presidente do Parlamento Europeu, e contará com uma delegação com quase 150 pessoas.

Também a Organização dos Estados Americanos (OEA) terá no terreno uma missão de observação, liderada pela ex-presidente do Congresso da Guatemala, Catalina Soberanis, e composta por 28 observadores e especialistas.

No dia 31 de maio, os cidadãos da Colômbia – país com 53,7 milhões de habitantes – voltam às urnas para a primeira volta das eleições presidenciais – com uma possível segunda volta em 21 de junho –, quando irão escolher o sucessor de Gustavo Petro.





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