Pedro Miranda treina em Omã e garante: «Aqui a vida decorre de forma normal»
No dia em que o porto comercial de Duqm foi alvo de um ataque por drones e um navio petroleiro foi atingido no estreito de Ormuz, ao largo da costa de Masandam, em Al Buraimi, cidade situada perto da fronteira com os Emirados Árabes Unidos, «está tudo tranquilo, não se passa grande coisa».
O relato é feito por Pedro Miranda, treinador-adjunto do Al Nahda, clube que conquistou recentemente a Taça de Omã.
Realçando que mora «a cerca de duas horas» de distância das zonas mais afetadas pelo conflito, o técnico português explica que «a vida decorre de forma normal» na cidade onde reside.
«Há cerca de uma semana, ouviam-se muitos helicópteros a passarem, durante muito tempo. Era constante. Já se estavam a preparar para haver isto», acredita, nada que tenha alterado as suas rotinas. «Só tenho acompanhado mais o que se passa lá porque nunca se sabe», acrescenta.
As autoridades locais ainda não deram indicações à população sobre cuidados especiais a ter nesta fase. «Continuamos a treinar e vamos jogar daqui a dois dias. Não se prevê qualquer paragem em Omã», assinala o treinador, de 39 anos.
«Nenhuma razão para regressar a Portugal»
Pedro Miranda ficou a par do escalar das tensões no Médio Oriente pelas redes sociais. «Temos um grupo da comunidade portuguesa nos Emirados. Só me apercebi do que se estava a passar quando comecei a receber imensas mensagens no grupo. Fui ver e comecei a acompanhar», conta.
«Eles têm partilhado lá várias coisas, o que estão a fazer o que acham que deve ser feito. E aconselham a malta a manter-se calma, a não entrar em pânico, como é normal nestas alturas. As autoridades dos Emirados também aconselham as pessoas a abrigarem-se e sobre como se podem proteger», acrescenta, apoiando-se nos relatos dos portugueses que lá se encontram.
Adjunto do madeirense André Jasmins no Al Nahda, Pedro Miranda garante que não tem «nenhuma razão para regressar» a Portugal nesta altura. «Está tudo normal e também tenho algumas dúvidas em relação ao espaço aéreo», justifica.
